Coluna Da Redação – 06/03/2020 – Jornal A Gazeta

Coluna Da Redação – 06/03/2020

Intenso

A sessão da última quinta-feira, 5, na Aleac foi bem movimentada, com direito a troca de acusações entre os parlamentares. Os deputados Fagner Calegário (PL) e Chico Viga (PHS) acusaram o líder, Gehlen Diniz (Progressistas) de trabalhar em defesa da Energisa. Chico Viga não gostou de ter um projeto que trata sobre energia vetado.

Tenso…

Além de intenso, o debate foi tenso. Em resposta, o líder do Governo, deputado Gehlen Diniz frisou que não trabalhou em defesa da Energisa, mas que o comando dado à base era pela manutenção dos vetos. Ele disse também que não teve culpa se houve troca nos pareceres dados ao projeto do deputado Chico Viga.

Tréplica

Voltando a responder Diniz, Chico Viga disse que a culpa era sim do líder do Governo, isso porque se ele [Gehlen Diniz] era o relator, este deveria ter conhecimento do relatório. Ou seja, cuidar da tramitação da proposta do começo ao fim. Chico Viga é calado, mas defendeu seu projeto com unhas e dentes.

O PL

O Projeto de Lei de Chico Viga previa que junto com o talão de luz fosse inserida uma foto do medidor no dia da verificação pelo operador encarregado na medição. A matéria foi vetada pelo Governo por entender que isso geraria custos ao final para o consumidor.

Convite

Diante da tensão, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse que o governo vem vetando projetos do deputado Chico Viga e o colocando em situação delicada perante a opinião pública. Lembrou a LDO aprovada na Comissão de Orçamento e Finanças, presidida por Chico Viga, que foi novamente enviada, após intenso debate e aprovação em plenário. Magalhães convidou Viga a integrar os quadros da oposição.

Salada

O governador Gladson Cameli, em tom autoritário, convocou todos os cargos comissionados para que apresentem até hoje uma declaração ao chefe imediato dizendo: “eu não serei candidato em outubro”. Os que permanecerem calados serão exonerados automaticamente. Ao fazer isso, Gladson coloca muitos trabalhadores em situação de alarmismo, tensão. Um governo se constrói com tranquilidade.

Política?

Qual o pano de fundo real por trás da demissão do presidente do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), professor Carlito Cavalcanti? Política? Sim, porque o professor Carlito Cavalcante é extremamente competente e um dos idealizadores e entusiastas deste governo. Inclusive lutou para que o IMC deixasse de ser um puxadinho do Imac e da Sema e tivesse vida própria. Conseguiu recuperar milhões de dólares em convênios com banco alemão KfW.

Qual o critério?

A pergunta que se faz é: qual o critério para se ficar no governo? Sim, porque Raphael Bastos, competentíssimo na Seplan foi exonerado; Rogério Wenceslau, exonerado; Maria Alice, exonerada; Thiago Caetano, exonerado; Carlito Cavalcanti, exonerado. O Governo se comporta como uma máquina de produzir amargura. Isso porque quem deixa o Governo, está levando na mala ressentimentos.

Segurou o pepino

Nunca é demais lembrar que o engenheiro Thiago Caetano foi peça fundamental na eleição de Gladson Cameli. Thiago enfrentou uma missão difícil, que foi manter a BR-364 aberta em um ano eleitoral. A missão conquistada por ele, garantiu a Gladson Cameli a vitória nas urnas. Se tinha alguém que não era para ter sido deixado pra trás chama-se Thiago Caetano.

Denúncia

O deputado Gehlen Diniz pediu que o deputado Fagner Calegário apresente as provas a respeito da denúncia feita por este de cobrança de propina a empresários por parte do Governo. O parlamentar progressista disse que, caso Calegário não faça isso, passará por mentiroso. Em resposta, Calegário disse que tem uma audiência agendada na Polícia Federal, onde deve falar sobre o caso.

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