Coluna DA REDAÇÃO - 16/01/2020 - Jornal A Gazeta

Coluna DA REDAÇÃO – 16/01/2020

Para baixo do tapete

Impressionante quanto a questão da dengue está sendo jogada para escanteio pelos órgãos responsáveis do Estado. Todo o Acre vive na iminência de mais um grande surto da doença, e nada da reação do poder público. Até veículos estatais a nível nacional já abriram os olhos para a nossa situação, começando a propagar matérias e campanhas publicitárias alertando para a prevenção e combate ao Aedes aegypti.

Sem divulgação

Mas no governo local, não se vê praticamente nada relacionado a campanhas, peças publicitárias, nem sequer reportagens jornalísticas da assessoria de comunicação sobre o assunto. Em 2019, o Acre teve 7.693 casos suspeitos de dengue, mais que o dobro de 2018. Agora, em um índice do Ministério da Saúde que mede a infestação predial do mosquito, em uma escala de 0 a 6, o Acre está com nota 5,1 em situação de alto risco de epidemia da doença. Esse problema tem que ser encarado com mais seriedade!

As reuniões do Gladson

E quem tem movimentado as páginas políticas e o governador Gladson Cameli e suas agendas. Na terça-feira, 14, Gladson recebeu um grupo de empresários para falar sobre pautas do setor atacadista. A reunião teve um tom, digamos assim, meio irônico. Os empresários vieram demonstrar certa preocupação com o cenário econômico acreano, e o que ganharam em troca? Promessas de um futuro lindo e maravilhoso.

Vão achar uma solução

Os empresários pediram uma solução para o fim dos incentivos proporcionados pela Suframa, o que gerou uma queda de 10% em seu faturamento em 2019 e elevou o preço de produtos para a população. Mas o chefe do Executivo contornou bem as queixas e o encontro acabou sendo mais uma grande promessa do quanto o governo escuta os empresários, fortalecerá o setor e encontrará uma saída para resolver o problema.

Tem que dar um jeito

O comércio atacadista movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão no Acre em 2019. Gera renda e emprega muitos acreanos. Um setor desse saindo no prejuízo não é bom para o governo, e nem para ninguém. É bom mesmo que achem uma solução para o problema trazido pelos empresários. Que não fique só em mais uma promessa não cumprida.

Eles aplaudiram

Já nesta quarta-feira de sol, o governador separou um espacinho em sua agenda para participar de um encontro com engenheiros. E Gladson arrasou no evento, ao anunciar uma atualização na chamada Lei Cartaxo, que rege especificamente o plano de carreira e remuneração de engenheiros, tecnólogos, arquitetos, geógrafos, geólogos, médicos veterinários e zootecnistas que atuam na administração estadual. O feedback foi bom!

Medida concreta

O anúncio pareceu mais que uma promessa. Algo mais palpável. Como um coelho da cartola, Gladson contou que o novo texto está “praticamente pronto”. O passo agora é aguardar o retorno dos trabalhos na Aleac para por o novo texto nas pautas de votação.

Sempre assim

Os anúncios do governador deveriam seguir sempre esta mesma linha: já prontos para sair do papel e se tornar realidade! Chega de anúncios vagos, com viadutos e pontes, e anéis viários, centrais e obras mirabolantes. O primeiro passo para se fazer uma boa gestão é começar fazendo bem o básico.

Arrumar a maternidade

Aliás, falando em fazer o básico, o governador pode dar um puxão de orelha, daqueles bem dados, diga-se de passagem, na sua equipe da Sesacre! Ver se dão uma arrumada nas instalações da maternidade. Um laudo do Corpo de Bombeiros atestou deficiências na parte de prevenção e combate a incêndios do prédio da maternidade. O MP já está no pé do Executivo para dar um jeito nisso. E tem prazo para ajeitar: 60 dias!

Aumento das verbas

E esse aumento nas verbas de gabinete da Câmara Municipal, o que dizer? A quantia para contratação de assessores parlamentares subiu de R$ 24 para 30 mil. Os vereadores também têm direito a R$ 4 mil de combustível, 3 veículos disponíveis e mais R$ 4 mil de serviços gráficos todos os meses, além do salário, que gira na casa dos R$ 12 mil.

Gastos modestos

Em alguns, tal notícia traz a sensação de alforria, mamatas, farra com dinheiro público. Mas a verdade é que os recursos disponíveis aos vereadores da Capital são, dentre as categorias de parlamentares que temos no Brasil, modestos. Ouso até a dizer que são condizentes com a atuação de muitos dos vereadores no desempenho de suas atribuições, papel e projetos. O vereador é um dos políticos mais próximos da população, quem luta pela melhoria da nossa cidade. Não vejo aí cifras extravagantes!

Resposta imediata

Por fim, pessoal da Segurança Pública precisa mesmo ampliar operações como esta de fechar as fronteiras e por barreiras em pontes se quiser conter os números de homicídios no Estado. Este ano a coisa começou braba! Dezenove casos em 15 dias. É mais de um caso por dia. Assim não dá!

 

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