Coluna do Edinei Muniz – Jornal A Gazeta

Coluna do Edinei Muniz

Incapacidade política 
Ribamar, sempre a demonstrar irremediável incapacidade política para o cargo, pelo jeito, entrou e sairá sem que consiga compreender que trombadas são inevitáveis em qualquer governo, mas isso jamais fará da Casa Civil a casa das trombadas. 

Nulo desde o
primeiro ato
Qualquer análise jurídica desplugada de paixões ideológicas concluirá que o processo do triplex merece ser declarado absolutamente NULO. A tese de suspeição de Moro mostra-se incontornável.

Soltura de Lula
Manter Lula preso em relação ao triplex confirmaria a tese de PRISÃO POLÍTICA. Seria desmoralizante para a Justiça. Diante disso, é dever do Poder Judiciário libertar Lula o quanto antes.

Descompassos na política ambiental
A polêmica envolvendo o governo de Bolsonaro e os governos de Alemanha e Noruega em relação ao modelo de governança e a destinação dos recursos do Fundo da Amazônia, poderá produzir efeitos gravíssimos na política ambiental acreana, já que grande parte dos recursos do fundo possuem vínculos com o Estado.

Posição dos financiadores
Durante a semana, após serem notificados oficialmente sobre a pretensão do governo brasileiro de alterar a composição do comitê gestor do fundo, os dois países enviaram carta ao ministro do Meio Ambiente declarando-se contrários à proposta. 

Orçamento ambiental
O cenário atual mostra que as tratativas do governo Bolsonaro com Alemanha e Noruega, principais doadores do fundo, não estão avançando e, como consequência,  podem  produzir reflexos negativos no orçamento da Secretaria de Meio Ambiente do governo Gladson, quase que integralmente bancada com recursos do referido fundo.

Estados fora a reforma
A possibilidade de que servidores estaduais e municipais estivessem sob as mesmas regras previdenciárias dos federais acabou frustrada na última quarta-feira, após os líderes que representam a maioria na Câmara decidirem pela retirada da emenda que incluía Estados e municípios no texto da proposta.

Déficit do Acreprevidência
A retirada dos estados da proposta afeta o Acre e dificulta a situação do Acreprevidência. Estudo do IFI, com dados até 2017, mostram que a não inclusão do Acre no texto da reforma impedirá o estado de reduzir o impacto das despesas previdenciárias em relação às receitas em valores superiores a 60% em 4 anos, segundo projeções.

Comprometimentos das receitas 
O estudo do Instituto Fiscal Independente (IFI)  mostra que, ainda no ano de 2017, o déficit do Acreprevidência já comprometia entre 5% a 10% da receita corrente líquida do Estado. De lá para cá, o impacto orçamentário do regime próprio local só aumentou. 

Custo social I
Os dados do IFI em relação ao Acre trouxeram, no entanto, uma informação interessantíssima quanto à participação da população do Acre no Acreprevidência, incluindo ativos, inativos e pensionistas, em relação à população total.

Custo social II
De acordo com o estudo, o Acre é o estado brasileiro com o maior percentual de beneficiários da previdência estadual em relação ao tamanho da população. Até 2017,  5,5 % dos acreanos figuravam como beneficiários do Acreprevidência, entre servidores ativos, aposentados e pensionistas  

Impacto social maior da reforma
Somente para termos uma ideia, a média de beneficiários em relação à população total dos demais estados não passa da metade da média acreana, o que nos leva a concluir que se o Acre fosse incluído no texto da reforma de Bolsonaro, que visa exatamente a redução desse percentual de participação ao longo dos anos, o Acre seria o Estado mais fortemente impactado negativamente do ponto de vista social, apesar de ser fortemente impactado positivamente do ponto de vista fiscal.

Dança das cadeiras
Gladson voltou a apertar o botão do play e a musiquinha da dança das cadeiras já está tocando alto e em bom tom bem no centro nervoso do governo. 

Degola
Os sons da lâmina da degola ao esmeril à espera de quem foi ao ar e perderá o lugar já ecoam muito além dos muros da Casa Civil.

Inimigo nada oculto 
Segundo indicam rumores palacianos, a próxima degola virá influenciada pelo resultado da última pesquisa eleitoral, onde os números revelaram ampla vantagem do vice, Major Rocha, no terreno da eleição municipal do ano que vem.

Trombadas como regra
Gladson vem sendo visivelmente engolido por Rocha desde o início do governo e a Casa Civil tem muita culpa no cartório.

Diálogo 
A Casa Civil é a casa do diálogo político. E é exatamente por não perceber essa verdade que Trindade, por travar o diálogo, sentenciou Gladson ao exercício de um papel secundário perante Rocha em matéria de sucessão.

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