Coluna Política Local – 05.02.2019 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Local – 05.02.2019

Descartado
O governador Gladson Cameli (PP) participou ontem da abertura dos trabalhos da Câmara de Rio Branco. Teve quem duvidasse que ele se fizesse presente, mas, contrariando as muitas apostas, ele não só compareceu como também anunciou que estava descartada a possibilidade de se decretar estado de calamidade financeira no Acre. De acordo com Gladson, “não há necessidade para isso”. A medida chegou a ser cogitada após a descoberta de um déficit de mais de R$ 200 milhões no Estado.

Muito diálogo
“Será preciso o diálogo, o comprometimento e muita vontade para que sejam feitas as mudanças que o povo merece no Estado”, disse o governador durante a leitura da mensagem governamental.

Austeridade
Pelo tom de Cameli, o discurso do governo continuará se pautando na austeridade, corte de gastos e cobrança por resultados.

Acabando
E falando em comprometimento, Cameli lembrou aos seus secretários que o prazo de 100 dias dado a eles para se situar dos problemas de suas respectivas pastas, bem como dar uma resposta à população, já está acabando.

Vai rodar?
Gladson chegou a afirmar que quem não mostrasse proativadade seria destituído o do cargo. Vejamos!

Vai sair
Uma fonte bastante segura me garantiu que tem um vereador de Rio Branco se articulando para deixar a base de apoio a Socorro Neri (PSB). Não só deixará a base, mas também o partido do qual faz parte atualmente.

É outro
E não é o vereador Dankar (PT). Falo logo antes que suscitem o nome dele.

Sem apoio
O fato é que se a saída desse vereador se concretizar, a prefeita pode chegar o final do ano sem a maioria no parlamento municipal, acarretando-lhe dificuldade na governabilidade. Por hora, apenas conjecturas.

Feito o convite
O ex-presidente da Aleac, Ney Amorim, confirmou o convite feito por Gladson Cameli (PP) para ajudar na coordenação política do governo junto aos deputados estaduais, mas também com partidos políticos estabelecendo diálogos com dirigentes que possa contribuir na governabilidade.

Recado
“Me recuso a estar do lado dos que apostam na derrota e no fracasso do nosso Acre”, afirmou o ex-petista. “Esse é um momento ímpar que todos precisam somar forças para tirar o Acre da difícil situação financeira em que se encontra em decorrência da crise econômica”.

Pedido negado
O desembargador Laudivon Nogueira negou o pedido do Ministério Público de afastar os seis vereadores do município de Senador Guiomard acusados de receber recursos ilegais, chamados “mensalinhos”.

Sem risco
No despacho, o magistrado argumentou que os parlamentares não demonstram risco de usarem suas prerrogativas legislativas para interferir ilicitamente nas investigações dos supostos atos de corrupção no município.

Em Brasília
O vice-governador do Acre, Major Rocha (PSDB), participou do encontro com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para discutirem o projeto de lei anticrime, em Brasília. O texto será enviado ao Congresso Nacional nos próximos dias.

Medidas
O pacote de medidas que visam o fortalecimento do combate à corrupção e ao crime organizado e, ainda, aos crimes violentos já integrava a relação das metas que o governo federal considera prioritárias para os 100 primeiros dias de governo.

Mudanças
Além de medidas para aplacar a corrupção e melhorar a segurança pública, o projeto de lei inclui mudanças legais que, segundo o ministério, deverão beneficiar também o ambiente de negócios e, consequentemente, a economia nacional.

Intuito
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ministro declarou que o projeto tem como principal intuito melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. “O ambiente de negócios é um fator, mas, principalmente, pensar no cidadão brasileiro”, disse Moro, garantindo tratar-se de “um projeto simples, mas robusto, com medidas bastante objetivas”.

Conturbada
Como foi a conturbada disputa que deu vitória a Davi Alcolumbre pela presidência do Senado! Alcolumbre, até então um político sem grande projeção, obteve os votos de 42 dos 81 senadores.

Vitória?
A eleição do demista é vista no Congresso como a primeira vitória política do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O processo tumultuado, porém, deixou um número relevante de senadores desconfortáveis com o novo presidente – e com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que patrocinou o nome de Alcolumbre. Os dois são tão próximos que a esposa de Onyx trabalha no gabinete do senador.

Encerrada
A disputa também encerra uma hegemonia de 18 anos do MDB no comando no Senado – o último político não emedebista a comandar a Casa foi Antônio Carlos Magalhães (PFL), de 1999 a 2001.

Conciliação
Após a vitória, Alcolumbre fez um discurso de conciliação – inclusive com um aceno aos adversários derrotados. “Não haverá nesta Casa senadores do alto ou do baixo clero. Todos serão tratados com a mais absoluta deferência e zelo”.

Discurso
“No Senado que construiremos juntos, os anseios da rua terão o protagonismo outrora deixado às elites partidárias”, disse Alcolumbre.

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