Coluna política local – 06.02.2019 – Jornal A Gazeta

Coluna política local – 06.02.2019

Aleac
Os deputados estaduais deram início ontem aos trabalhos legislativos de 2019. E pelo tom do discurso dos parlamentares da oposição, Gladson Cameli (PP) não terá moleza. Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Daniel Zen (PT), dois deputados extremamente qualificados, já dera o tom: vão debater e questionar, afinal de contas, além de o parlamento ser lugar de debate, esse é o papel da oposição.

Fala sério
“Esperem que estejamos prontos para diálogos, mas não esperem que aceitemos prato feito”, disse o deputado Edvaldo Magalhães, se referindo a Projetos dos Executivos que são aprovados na casa sem o devido debate.

Alfinetando
O oposicionista aproveitou ainda para alfinetar a mensagem governamental, que, segundo ele, não falou nada a respeito de operações de crédito. O deputado só esquece que tudo tem seu tempo, se o momento é de enxugar a máquina pública porque falar sobre empréstimos? Sem lógica.

Bons debates
E não demorou muito para se perceber que os deputados Roberto Duarte (MDB) e Daniel Zen (PT) proporcionarão bons debates. Zen, em seu discurso ontem, criticou os deputados que não se posicionam contra ou a favor do atual governo. Claro que teve a devida resposta do emedebista.

Oportunismo
O petista afirmou que em um parlamento só existem as opções de ser situação ou oposição. “Desculpe-me se sou duro, mas considero oportunismo um deputado afirmar que é independente. Aqui exige ser situação ou oposição. É preciso se posicionar de forma clara. É preciso saber como lutam seus adversários”, disse Daniel Zen.

Resposta
Ao rebater o discurso do petista, Duarte foi categórico ao afirmar que não precisa ser subserviente ao governador e, tampouco, enquadrar-se como membro da base de apoio ao Executivo.

Coerência
“Eu não preciso ser oposição, tampouco base de apoio ao governo. O que preciso é ser coerente (…) Preciso é trabalhar pelo povo do Acre, me mantendo firme na defesa dos interesses daqueles que me elegeram”, disse Duarte.

Na base de Gladson
Cresce os rumores de que os deputados do PRB integrarão a base de apoio ao governo de Gladson Cameli (PP). Praticamente tudo certo, faltado apenas à executiva nacional bater o martelo.

Aumenta a base
Caso seja concretizada a mudança, Gladson passará a contar, em Brasília, com seis parlamentares na bancada federal, empenhados em alocar recursos. Na Aleac, o número pode aumentar de doze para 13 parlamentares, fator decisivo em votações de interesse do governo.

Representante
O senador Sérgio Petecão (PSD) muito provavelmente assume a Primeira-Secretária da Casa. A notícia foi dada por sua irmã, a vereadora e vice-presidente da Câmara de Rio Branco, vereadora Lene Petecão (PSD), durante discurso ontem no parlamento.

Apoio do presidente
As conversas nos bastidores dão conta de que o acreano conta com o apoio do presidente recém-eleito, Davi Alcolumbre.

Sem rasteira
“O meu cargo para essa nova Mesa Diretora deve ser o de primeiro-secretário. Está tudo acordado para isso, a não ser que eu leve uma rasteira de última hora”, contou Petecão à Agência Senado.

Apoio
Segundo Petecão, ele apoiou Alcolumbre na candidatura à Presidência do Senado, portanto, teria seu apoio nesse momento. “Abri mão de minha candidatura em apoio a ele. Além disso, fui eu quem cuidou da candidatura dele no último mês. Então, creio eu, está tudo certo. Só não serei eleito se houver fato novo”.

Não saem
Jorge Viana, Raimundo Angelim e Marcus Alexandre negaram os rumores de que deixarão o Partido dos Trabalhadores. Em nota, as lideranças reforçam que “são apenas especulações pós-eleitorais (sic), que fazem parte da rotina dos jornalistas e dos que seguem nas articulações políticas”.

Grave I
O vereador Emerson Jarude (sem partido) não descarta a possibilidade de pedir a abertura de uma CPI para investigar o reajuste de 20% no pagamento do IPTU. Ele suscitou a ideia após o secretário de Finanças do Município, Edson Rigaud, afirmar que o desconto concedido ao longo dos últimos anos era feito de forma ilegal.

Grave II
Essa afirmação do secretário é grave, ainda mais se levarmos em consideração o impacto financeiro que isso pode ter causado ao Município. Um prejuízo de R$ 12 milhões aos cofres públicos.

Ética
Jarude cobra uma explicação mais detalhada da prefeitura. Quer saber quem foi e quando iniciou esse desconto ilegal. Acho justo! A justificativa servirá principalmente para o contribuinte.

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