Coluna Política Local – 09.01.2019 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Local – 09.01.2019

Começo agitado

Ainda acredito que seja cedo demais para tecer críticas acerca da nova gestão governamental, afinal de contas, ações de uma semana de trabalho não moldam os quatro anos de governo. Porém, a recentes decisões do novo chefe de Estado nos trazem um leve sentimento de preocupação. Ao longo de todo o processo de transição de governo, Gladson frisou sobre a qualidade técnica para assumir um dos cargos do primeiro escalão. Falou também sobre a idoneidade moral de sua equipe. Portanto, difícil compreender a nomeação de determinadas pessoas a certos cargos.

Complicou

A exemplo disso, temos o ex-prefeito de Epitaciolândia, André Hassem. Ele foi nomeado pelo governador Gladson Cameli (Progressistas) para ocupar o cargo de Presidente do Instituto de Meio Ambiente e Análises Climáticas do Acre (Imac). Não julgo a pessoa, até porque não o conheço. Porém, é do conhecimento de todos que sua vida pública é envolta de escândalos de corrupção.

Histórico

Hassem é réu em um processo movido pela própria procuradoria do Município por improbidade administrativa e também deve mais de R$ 32 mil em multas aplicadas pelo Tribunal de Contas do Estado que não foram pagas. Sem falar que o município tenta numa ação de improbidade administrativa pedir o ressarcimento de R$ 171 mil aos cofres públicos do ex-prefeito.

Mais processos

André é acusado, ainda, de não executar quatro convênios da Calha Norte ligado ao Ministério da Defesa e um convênio concedente da Funasa, ligado ao Ministério da Saúde, bem como a omissão na prestação de recursos federais recebidos.

Tiro no pé

Se manter a indicação, tendo em vista que tanto frisou que iria na contramão da antiga gestão, Gladson dá um tiro no pé. A questão não é só aplicar a “despetização”, mas, principalmente, manter uma equipe, de fato, com idoneidade moral.

Diplomados

Como já esperado, Manuel Marcos e Juliana Rodrigues foram diplomados como deputado federal e estadual, respectivamente. Eles conseguiram superar as denúncias da Polícia Federal e do MP, além das garras da Justiça e dos pretensos suplentes, especialmente Tião Bocalom e Railson Correia, dois que pleiteavam a vaga de Manuel Marcos na Câmara Federal; e de André da Droga Vale, suplente que fez sombra à Juliana.

Na defesa

O ex-deputado e ex-presidente do Depasa, Moisés Diniz, saiu na defesa da permanência de Alércio Dias no governo de Gladson Cameli. Alércio foi nomeado presidente do Acreprevidência e, após a veiculação em site local, onde dava conta de que ele respondia processos judiciais, muitos questionaram a sua permanência.

Covardia

“Acho uma covardia detonarem a nomeação dele porque ele representa o passado, porque ele representa ‘o velho’. A mudança também pode vir com quem tem mais de setenta. O novo, às vezes, precisa da segurança dos mais velhos. E também precisa de um pouco de respeito”, disse Moisés Diniz.

Muita calma

O questionamento acerca da indicação de Alércio Dias não se deu não pelo fato da idade, mas pelos processos que carrega. Não há dúvida que qualquer pessoa, em qualquer idade, pode contribuir com o desenvolvimento do Estado. A questão é que o atual governador caracterizou o tipo de equipe que teria em sua gestão. E, pelo andar da carruagem, Alércio não se enquadraria nela.

É do PP

Depois dos rumores de que o atual Secretário de Educação, Mauro Sérgio Ferreira da Cruz, seria da cota dos Vianas e do PT, o Partido Progressista resolveu divulgar a ficha de filiação do novo gestor no PP. Mauro Sérgio, tempos atrás, chegou a se filiar ao PSB, mas saiu da legenda e passou a integrar os quadros do partido do governador Gladson Cameli ainda antes da eleição.

Fechado

Em seu último ato como ministro do governo Temer, Gilberto Kassab mandou fechar cerca de 130 rádios comunitárias no país, entre elas a rádio comunitária de Feijó, no Acre. A medida foi publicada no dia 31 de dezembro no Diário Oficial da União. O decreto foi assinado no último dia como ministro da Ciência, Tecnologia, inovações e Comunicações (MCTIC).

Atividades suspensas

Parte das emissoras teve suas outorgas suspensas, o que só produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso. Não é o caso da rádio de Feijó, que teve a outorga extinta, o que tem efeito automático. Ou seja, a rádio comunitária do município foi repentinamente proibida de permanecer no ar.

Justificativa

Para justificar a medida, o ministério alegou descumprimento de algumas condições para terem a renovação ou manutenção de suas outorgas. A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço Brasil) afirma que as exigências estão fora do alcance da maioria das emissoras dessa categoria. As rádios comunitárias, como a de Feijó e de outros municípios acreanos não têm caráter comercial e são importantes canais de integração de comunicação de diversas comunidades.

Investigado

O ex-ministro está sendo investigado por supostamente ter recebido dinheiro irregular, o que o obrigou a pedir licença e não assumir uma secretaria no governo de João Dória, em São Paulo. É ainda o presidente nacional do PSD.

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