Coluna Política Local – 28.02.2019 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Local – 28.02.2019

Manifestação
Muita gente aderiu a manifestação contra o reajuste da tarifa de energia no Acre. Na ocasião, o que mais se ouviu foram consumidores reclamando que no último mês a conta de energia chegou a vir consideravelmente mais alta do que o mês anterior. A impressão que sem tem é que o reajuste acabou sendo superior a 21%.

Rebateu
A Diretoria da Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), administrada pela Energisa, em nota, manifestou-se acerca do protesto. Segundo eles, a elevação foi uma determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), frente a uma “análise de custos de geração e compra de energia, custos de transmissão, distribuição e ainda pelos encargos do setor elétrico e impostos federais, estaduais e municipais que incidem no custo desse tipo de serviço no país”.

Absurdo
Independente de onde saiu a determinação para o reajuste, o fato é que o serviço ofertado não condiz com os valores cobrados. É de péssima qualidade, e isso não sou eu quem digo. Era uma das principais reclamações dos que estavam presentes em frente à Energisa ontem, durante a manifestação.

Cadê os
parlamentares?
Ainda sobre o reajuste da tarifa de energia, o vereador Mamed Dankar cobrou ontem um posicionamento da bancada federal acreana que até o momento se mantém muda com relação ao assunto. Um silêncio ensurdecedor.

Executivo
Dankar cobrou também um posicionamento do Poder Executivo Municipal e Estadual. “Agentes políticos cuja contribuição nesse debate é de extrema importância”, disse ele. “Esse jogo de esconde-esconde é um desrespeito com a população”.

Só elogios
O presidente da Câmara de Rio Branco, vereador Antonio Morais (PT), suspendeu a sessão para que os parlamentares municipais pudessem participar da manifestação. A decisão agradou a todos os vereadores presentes na Casa.

Indo bem
E por falar no Morais, o novo presidente da Câmara tem conduzido os trabalhos de forma pacífica e democrática, respeitando todos os espaços e colegas de parlamento.

Em Brasília
Nos próximos dias, ele estará indo a Brasília a fim de conseguir mais recursos para dar início à construção da sede. A pretensão é que a obra comece em 2020.

Instaladas
Os deputados estaduais instalaram ontem as doze comissões permanentes do Poder Legislativo. Como já ventilado na imprensa há semanas atrás, as presidências da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), e da Comissão de Orçamento e Finanças (COF) ficaram sob o comando de Gehlen Diniz (PP) e de Chico Viga (PHS), respectivamente. Ambos fazem parte da base governista.

No poder
Aliás, a oposição ficou apenas com a presidência de duas comissões: Serviço Público e Legislação Participativa. Mas, isso já era esperado.

Tudo calmo
E pelo andar da carruagem, a escolha ocorreu dentro da mais perfeita ordem. Mas, assim é que deveria acontecer mesmo. Sendo a base governista a maioria na Casa, natural que ficasse com o maior número de comissões e, entre elas, as principais: CCJR e COF.

Números
O líder do governo, deputado Gehlen Diniz (PP), disparou ontem contra o Detran. Mas, a crítica foi para a antiga gestão. Ele apresentou os gastos do órgão nos anos de 2017 e 2018. Segundo ele, em 208 foram gastos mais de R$ 4 milhões somente com locação de veículos. Em 2017, o valor foi R$ 3,2 milhões.

Apurando os fatos
Gehlen frisou ainda que será instalado um processo administrativo para apurar detalhadamente os gastos. “Há um indício de irregularidade e vamos investigar”, disse Diniz.

Revoltado
O vereador Emerson Jarude (sem partido) desabafou na tribuna da Câmara ontem sobre aumentos no IPTU e tarifa de energia. Ao frisar que estaria difícil residir no Acre, o parlamentar lembrou que o acreano vive um período caótico.

Puxão de orelha I
“Os políticos só pensam nos interesses pessoais. Assim foi com o aumento da passagem de ônibus e está sendo com o IPTU e com a energia. Está difícil morar no Acre”, disse Jarude.

Puxão de orelha II
Emerson considera os recentes reajustes propostos pela iniciativa privada e pelos órgãos públicos “uma safadeza”. Palavra do próprio vereador.

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