Coluna Política Nacional – 05.01.2019 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Nacional – 05.01.2019

Apoio do PSL estragou a festa do ‘centrão’

Ao apoiar a reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara, o deputado Luciano Bivar (PR), presidente nacional do PSL, estragou os planos das raposas políticas do “centrão”, de partidos como PP e MDB. Eles vinham mantendo Rodrigo Maia em “banho maria” para arrancar dele o máximo, na reta final. E deixar a bancada do PSL “chupando dedo”; uma jogada do “centrão” para continuar controlando a Câmara.

Fogo amigo

Luciano Bivar foi pressionado por setores do governo a abrir mão, para o PP e MDB, dos cargos na Câmara prometidos por Rodrigo Maia.

Espaço político

Maia disse a Bivar que o PSL terá a 2ª vice-presidência e a chefia das comissões de Constituição e Justiça e de Finanças e Tributação.

Também quero

Se não conseguisse tudo o que queria no apoio a Maia, o PP planejava lançar a candidatura de Arthur Lira (AL) à presidência da Câmara.

Não é bem assim

Com a adesão do PSL a Rodrigo Maia, o centrão se rearticula para juntar mais de 100 deputados e, assim, “colocar o governo de joelhos”.

Políticos ainda reclamam do monopólio do DEM

Deputados de todos os partidos fazem romaria ao gabinete de Onyx Lorenzoni (Casa Civil), ex-deputado, e de lá saem com uma única queixa: o monopólio do DEM no governo Bolsonaro. Eles acham que a articulação política a cargo do ministro, que foi deputado do DEM-RS, beneficia o partido que nasceu Arena, virou PSD e depois PFL, até a infeliz ideia do marqueteiro Antonio Lavareda de transformá-lo em DEM ou Democratas ou “Demo”, como jocosamente chamam os adversários.

Da extinção à fartura

O DEM praticamente ressurgiu das cinzas, após quase desaparecer nos governos do PT. Com Onyx Lorenzoni, voltou forte ao poder.

Só o PSL tem tantos

Só o PSL de Bolsonaro tem tantos ministérios quanto o DEM, que tem três: Casa Civil, Agricultura e Saúde. E incontáveis vagas no 2º escalão

PT entre os aliados

O DEM mudou muito. Aliou-se ao PT para eleger Rodrigo Maia (DEM-RJ) presidente da Câmara, em 2017. A aliança continua.

JB fará História

O presidente Jair Bolsonaro fará História, reduzindo a alíquota do imposto de renda de 27,5% para 25%, revertendo a lógica de todos os antecessores que só pensavam naquilo: aumento de tributos.

Grupo de Lima

O chanceler Ernesto Araújo viajou para Lima, no Peru, para participar do encontro do chamado “Grupo de Lima”, que ontem decidiu não reconhecer a “reeleição” do ditador Nicolás Maduro. Mandou bem.

Positivo

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, considerou “muito positivo” o encontro com o presidente Jair Bolsonaro e se considera otimista com os próximos passos do Brasil e também da OMC, tanto no comércio bilateral, quanto multilateral.

Coice de burro

Enquanto o pai esperneia contra “interferências” na disputa pela presidência do Senado, o governador Renan Filho faz jogo bruto em Alagoas, demitindo indicados de deputados que não votarão no tio Olavo para presidir a Assembleia Legislativa de Alagoas.

Começou com Temer

A capitão Carla Borges não vai estrear no comando do avião presidencial de Jair Bolsonaro. Ela compõe a equipe de comandantes desde 2016 e passou a pilotar o Airbus em março, para Michel Temer.

Fatura milionária

Entre janeiro e novembro de 2018, os cartões corporativos do governo federal fizeram despesas superiores R$40,6 milhões. Eles gastam, a gente paga. O governo Bolsonaro ainda não fala em acabar a farra.

‘Cem dias’ são imitação

A lorota de “cem dias de ‘lua de mel’” entre presidentes e a população começou com a comparação com os 100 primeiros dias de Franklin D. Roosevelt nos EUA, em 1933, que aprovou 76 leis no Congresso.

Dono do pedaço

Antes mesmo da nomeação no Diário Oficial da União, o assessor para assuntos Internacionais da Presidência da República, Felipe Martins, já cumpria expediente no Palácio do Planalto.

Perguntar não é continência

Com Capitão no Planalto e o Major Olímpio na presidência do Senado, qual é a patente adequada para suceder a Dias Toffoli no STF?

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