Coluna Política Nacional – 08.01.2019 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Nacional – 08.01.2019

Governo pode ter CCJ, CDH e Relações Exteriores

A bancada governista na Câmara pode garantir comando de comissões vitais para a agenda econômica, política e de segurança do governo Jair Bolsonaro, com a criação doe um bloco de PSL, MDB, PP e PRB, além do DEM e da adesão de outros deputados. A expectativa é superar 250 parlamentares e presidir a Constituição e Justiça; Diretos Humanos; e Finanças e Tributação, como fez o governo Michel Temer.

Há precedentes

Em 2017, com “blocão” de cerca de 300 deputados, o governo Temer comandou 11 comissões e teve as quatro primeiras escolhas.

DEM também

Um dos partidos que deve se juntar ao “blocão” do governo é o DEM de Rodrigo Maia, após o PSL apoiá-lo para a Presidência. São 29 a mais.

Posição estratégica

A comissão de Constituição e Justiça é estratégica para as pretensões do novo governo, pois é lá que todo projeto começa a sua tramitação.

Desejo pessoal

Presidir a comissão de Relações Exteriores é desejo de Eduardo Bolsonaro (PSL), mas para o governo Direitos Humanos é estratégico.

Força Nacional não pára o crime, mas dá manchete

A Força Nacional de Segurança (FNS) constituída em 2004 no governo Lula, está mais para invenção de marqueteiro do que para projeto sério de combate ao crime. Serve para o governo federal fazer pose de preocupação com a criminalidade fora do controle, mas o impacto é mínimo, até do ponto de vista estatístico. Apenas os desavisados acham que 300 homens da FNS fariam diferença em um Estado como o Ceará, cuja Policia Militar tem um contingente superior 17.500 policiais.

Solução cosmética

A Força Nacional nada resolve, mas os governadores ficam felizes porque também podem fingir empenho na solução do problema.

Irrelevância

Ainda que 40% da PM do Ceará (7.000 homens) estivessem “de folga”, como circula nas redes, os 300 da FNS seriam quase irrelevantes.

Mãos erradas

Em vez de enviar PMs para locais que não conhecem, na operação “me engana que eu gosto”, o dinheiro seriam mais útil nas mãos das PMs.

Suprapartidário

Apesar do clima, uma das primeiras leis sancionadas por Jair Bolsonaro é de autoria de um deputado do PT, Rubens Otoni (GO), e garante aplicação de provas diferenciadas por motivos de crença religiosa.

Debandada

O total de deputados federais eleitos por partidos que não atingiram a cláusula de barreiras (mínimo de deputados eleitos e proporção de votos) é de 32 parlamentares. São 6,2% da Câmara dos Deputados. São do PCdoB, Rede, Patriota, PHS, PRP, PMN, PTC, PPL e DC.

Devidamente instalado

Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda da petista Dilma, tomou posse como presidente do BNDES. É o primeiro antigo membro dos governos petistas a se instalar no alto escalão do governo Jair Bolsonaro.

Prioridades da infra

O ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) tratou da viabilização de novos projetos de concessão durante a primeira reunião ministerial do ano. Mas a prioridade é manter os leilões do setor aquaviário, ferroviário e aéreo, marcados para março e abril, que podem render R$4,5 bilhões.

Desejo é maior

Especialistas militares insistem que a base militar dos Estados Unidos no Brasil reinstalada no país em 2008, no governo Lula, é “apenas um destacamento”. É base, mas não é o tipo de “Base” que desejam.

Sem empurra-empurra

O novo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), já avisou que não vai tolerar “falta de humanidade” de servidores da Saúde. Quem empurrar pacientes de um hospital para outro “vai ser processado”, garante.

Nova comunicação Caixa

O novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, garante que vai fazer “revisão nas políticas de patrocínio e comunicação” do banco. No fim do ano o site Diário do Poder derrubou licitação de R$ 120 milhões, após denunciar irregularidades na escolha de “agências de promoção”.

Marinha e Exército

Semana de posses: o Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior vai comandar a Marinha a partir de quarta-feira (9) e o General Edson Leal Pujol toma posse no comando do Exército Brasileiro na sexta-feira (11).

Pensando bem…

…parece que a turma envolvida no caso de Palocci nunca ouviu falar em videoconferência.

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