Coluna Política Nacional – 09.02.2019 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Nacional – 09.02.2019

Vale aterrorizou Barra de Cocais ‘preventivamente’
A Vale parece determinada a atormentar a vida dos mineiros. A própria empresa divulgou nota, na manhã desta sexta (8), informando que foi “preventiva” a decisão de disparar o alarme e fazer evacuação de cerca de 500 pessoas nas proximidades da barragem da mina Gongo Soco, em Barra de Cocais (MG). Mas não explicou por que promoveu isso durante a madrugada, quando todos dormiam, provocando pânico.

Sem estabilidade
A Vale informou que a evacuação foi decidida após a empresa de consultoria Walm negar uma declaração de estabilidade da barragem.

Sem explicação
Permanece sem explicação a madrugada de terror, em vez de realizar a evacuação das pessoas com calma, ainda durante a quinta-feira (7).

Sempre atrasada
A nota sobre evacuar a área “preventivamente” foi divulgada às 9h06 de sexta, seis horas depois de realizada, pelas 3h da madrugada.

Descontrole total
Sabendo da falta da estabilidade em Brumadinho, a mesma Vale foi incapaz de acionar o alarme e retirar as 350 pessoas que morreram.

‘Jeitinho brasileiro’ mata por lama, chuva e fogo
O ano de 2019 começou com muita expectativa no âmbito político, mas as principais manchetes, em apenas 40 dias, destacaram as consequências do tal “jeitinho brasileiro” de resolver problemas com soluções paliativas e improvisos. Foi isso que provocou a morte de centenas de pessoas na lama em Brumadinho, nas chuvas no Rio de Janeiro e no fogo do CT do Flamengo. Não por acaso, a procuradora-geral, Raquel Dodge, afirmou que essas tragédias eram “evitáveis”.

Improviso mortal
Dez jovens foram mortos no alojamento improvisado há uma década, de material altamente inflamável, no “Ninho do Urubu”, do Flamengo.

Sem chances
A Vale soube do risco dias antes, mas o rompimento da barragem em Brumadinho já superou 157 mortos e ainda há 182 desaparecidos.

Jeitinho centenário
As chuvas no Rio e em São Paulo provocam destruição e mortes há meio século. A “solução” todos os anos é paliativa e emergencial.

Infecção hospitalar
A pneumonia bacteriana evidencia que Bolsonaro ficou muito exposto. A doença foi transmitida por contato, no Alberto Einstein, a um paciente com baixa imunidade. Parece caso de infecção hospitalar clássica.

Para doido, só doido e meio
A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) garante que se estivesse no Senado naquele sexta (dia 1º) da arruaça, tomaria de Kátia Abreu (MDB-TO) os documentos que a senadora surrupiou do presidente da sessão. “Queria ver ela não me devolver!…”, disse, desafiadora.

Por que é tão importante
Presidente do Senado pode requisitar jatinho da FAB para viajar. Essa é uma das razões do desespero de candidato derrotado à presidência do Senado: ter de usar voos comerciais, encarando os cidadãos.

Projeto maduro
Para o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), a esquerda está agarrada ao seu grande projeto do momento: manter Maduro no poder. Ele acusa a ditadura de abrigar terroristas e organizações criminosas.

Agenda verde
O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) e o presidente do BNDES, Joaquim Levy, tiveram “agenda verde” esta semana: fecharam contrato de R$9,3 milhões do Fundo da Amazônia com líderes ambientais.

Apenas o começo
Prescreveram os crimes delatados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado contra José Sarney e Garibaldi Alves, mas não os atribuídos a Renan Calheiros (AL), que permanecem no STF.

Trabalho em casa
A Controladoria-Geral do DF regulamentou o teletrabalho e garante que os 29 servidores atuando dessa forma na Coordenação de Inspeção de Pessoal conseguiram analisar 1.286 processos a mais em um ano.

Bolsos cheios
É de R$ 2,7 mil o menor salário de servidor comissionado no governo federal, segundo a tabela de remuneração do Ministério da Economia. Entre cargos e funções para servidores efetivos, são 23.172 felizardos.

Pensando bem…
…se o sítio em Atibaia não é do petista presidiário, por que sua defesa até agora não contestou o confisco do bem?

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