Coluna Política Nacional – 09.08.2018 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Nacional – 09.08.2018

Em Brasília, 648 servidores recebem acima do teto
Em janeiro deste ano, a folha de pagamento do governo do Distrito Federal continha 648 servidores recebendo bem mais que os ministros do Supremo Tribunal Federal, cujos salários são o teto salarial permitido pela Constituição. Eugenio Barboza, auditor de Atividades Urbanas da agência fiscalizadora Agefis recebeu R$303.453,64 líquidos, maior valor pago em janeiro. Outros sete servidores receberam acima de R$ 200 mil e ainda há 36 que embolsaram mais de R$100 mil em um mês.

Folha bilionária
Os salários do governo do DF custam R$1,6 bilhão mensais, distribuídos entre 211 mil servidores da ativa, aposentados e pensionistas.

Salários elevados
Os servidores do governo do Distrito Federal recebem em média R$7,6 mil por mês líquidos. Correspondem a oito salários mínimos.

Marajás do lixo
No Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que recolhe o lixo de Brasília, são 36 servidores acima do teto e 9 deles receberam mais de R$ 100 mil.

Marajás livres
O governo do DF afirma estar impedido pela Justiça de aplicar o abate-teto nos salários de marajá nas estatais, e que aguarda decisão do STF.

BB não evita
fraudes e desperdiça R$320 milhões
O Banco do Brasil revela em seu demonstrativo contábil que gestão incompetente custa muito caro: registrou prejuízo de R$319,2 milhões provocado por fraudes, falhas e “outras perdas”, incluindo saques e compras com cartões clonados dos correntistas. As fraudes milionárias são criminosas, mas estão disfarçadas no demonstrativo pela expressão contábil que minimiza sua gravidade: “outras despesas operacionais”.

Melhora a conta gotas
Em 2016, as fraudes somaram R$327,7 milhões, 2,6% a mais que em 2017. Pode ter melhorado, mas pode ser mera “margem de erro”.

Juros abusivos
Os juros abusivos ficam mais evidentes nos descontos concedidos pelo BB nas renegociações: o banco abriu mão de R$1,44 bilhão em 2017.

Gasto detalhado
Na Caixa, apenas com os dados do primeiro semestre de 2017, as perdas com saques fraudulentos chegaram a R$45 milhões.

João do Pulo já era
Como esta coluna antecipou em 13 de fevereiro, o embaixador João Carlos Souza-Gomes, o “João do Pulo”, não retornará à missão junto FAO, órgãos da ONU de combate à fome. Respondendo por assédio sexual, ele ficará afastado por mais 35 dias. E será aposentado.

Ladeira abaixo
O Brasil virou baixo clero no cenário internacional, após os escândalos de corrupção, ao menos para a revista The Economist. Mesmo com as campanhas no Brasil, o foco da revista foi para eleição em El Salvador.

Tudo combinado
Após ter sido laçado do limbo político pelo presidente Michel Temer, que o fez presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM) já avisou vai disputar a presidência. “Mesmo se Temer for candidato”, disse ele. Parece que não, mas essa aparente alfinetada é combinada com o alvo.

Estranho levantamento
Na lista das 50 cidades mais violentas do mundo, o Brasil colabora com 17 cidades, segundo estudo anual de um Conselho de Cidadania do México, e o Rio não está entre elas. E só há 12 cidades mexicanas.

Lógica torta
Circulou nas redes sociais o cartaz, pendurado nas lojas da McDonald’s, informando que abriu as portas no Dia Internacional da Mulher com “equipe 100% feminina”. Ou seja, deu folga aos homens.

Há vagas
Anima quem procura de trabalho a alta de 10% nas vagas de emprego do Sine (Sistema Nacional de Emprego), nos dois primeiros meses de 2018 em relação a 2017. São 178,6 mil chances de contratação.

Óleo milionário
A Petrobras vai bancar 180 mil litros de óleo de motor e mil litros de óleo de câmbio para os carros da Stock Car nas 12 corridas de 2018. Se fossem comprar isso no varejo, as equipes gastariam R$ 6,89 milhões.

Melhora foi maior
Um erro de digitação fez a Confederação Nacional da Indústria (CNI) corrigir os dados sobre a capacidade instalada da indústria em janeiro. Em vez dos 71,8% divulgados, atingimos 78,1% de uso da capacidade.

Aposta no xilindró
Depois de preso, Lula vai propor acordo de delação premiada antes ou depois das eleições?

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