Coluna Política Nacional – 10.11.2018 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Nacional – 10.11.2018

‘Cabeças pretas’ assumirão o controle do PSDB

Animados com a eleição de João Doria ao governo de São Paulo, tucanos mais jovens, os “cabeças pretas”, não se impressionam com a advertência da “velha guarda” do PSDB, que promete se desfiliar caso o partido apoie o governo Jair Bolsonaro. Esses tucanos mais jovens acham que os veteranos merecem todas as homenagens, mas devem passar o bastão: disso depende até mesmo a sobrevivência PSDB.

Problema é Doria

Os veteranos FHC, ex-ministro José Serra e o ex-governador Geraldo Alckmin torcem o nariz para Doria, que não precisou deles para vencer.

Se é por falta de adeus…

Doria dirá que lamenta muito, fará apelo para que fiquem, mas no fundo sabe que a saída do trio abre caminho à renovação no PSDB.

PSDB sai das cinzas

Com o peso de São Paulo, Doria tirou o PSDB da rota da extinção e o habilitou à sucessão de Bolsonaro, que não disputará a reeleição.

Salvadores da pátria

Em declínio, o tucanato deveria estar agradecido a Dória e aos outros dois governadores eleitos PSDB, no Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

TCU vê irregularidades no contrato do satélite

O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou procedente a denúncia envolvendo irregularidades gritantes no contrato entre a Telebras e a Viasat, empresa americana encarregada de compartilhar a utilização (e toda a receita) do primeiro satélite brasileiro, o Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SGDC), que custou R$2,8 bilhões ao Brasil. O equipamento estratégico, usado também pelas Forças Armadas, será controlado por empresa americana. Humm….

Acordo ilegal

Para o TCU, o acordo contém “possível afronta” a dois artigos da Constituição Federal e à Lei 13.303/2016.

Pela economicidade

A ministra Cármen Lúcia (STF) derrubou em junho liminar da Justiça Federal do Amazonas que suspendeu o suspeitíssimo contrato.

Desculpa furada

A pressa na contratação sem licitação da empresa americana era dar continuidade ao contrato era o programa “Internet para Todos”.

O voto de Temer

A coluna perguntou a Michel Temer em quem, afinal, ele votou no segundo turno. O presidente tentou desconversar na resposta: “Votei em quem não falou mal de mim”. Ele votou em Jair Bolsonaro.

Mentiroso transitado em julgado

A ministra Rosa Weber, do STF, mandou arquivar o inquérito por não haver provas contra o deputado Fábio Faria (PRB-RN), nas acusações de Ricardo Saud, o pilantra da JBS que aproveitou o acordo de delação para tentar prejudicar a quem ele detestava por qualquer motivo.

‘Jair’ só para os íntimos

Na nova linguagem do poder que desembarca em Brasília, chamam o presidente eleito de “Jair” os que insinuam intimidade. Quem se refere a ele como “Bolsonaro”, aí não está com nada, nem merece confiança.

Paes no JB

Eduardo Paes foi convidado pelo empresário Omar Catito Péres a assumir o comando do Jornal do Brasil. O ex-prefeito do Rio de Janeiro não dá sinais de que vai topar a parada.

Até aqui de mágoa
Luiz Antonio Nabhan era citado, desde o primeiro turno, para ser o futuro Ministro da Agricultura. Mas faltou combinar com o presidente eleito. Chegou ao Governo de Transição que ele está inconformado.

Estranha Caixa preta

Neste sábado (10) a Mega Sena da Caixa vai sortear R$ 27 milhões no “Caminhão da Sorte”, que está em Manhumirim, Minas. Novamente, de forma sempre suspeita, a identidade do novo milionário será omitida.

Mobilização recorde

Em apenas 48h, atingiu 2,2 milhões de assinaturas a petição do partido Novo em favor do veto do presidente Temer ao aumento salarial dos ministros do STF. No fechamento da edição eram 2,3 milhões.

Megalonanico na parada

Quem está cavando o cargo de ministro das Relações Exteriores é Luiz Fernando Serra, discípulo e ex-assessor de Celso Amorim, aquele ex-chanceler medíocre que agora se dedica a falar mal do Brasil lá fora.

Pensando bem…

…faz conta quem tem juízo: 16% do salário dos ministros do STF representam nada menos que seis salários mínimos.

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