Coluna política Nacional – 11.03.2018 – Jornal A Gazeta

Coluna política Nacional – 11.03.2018

Partidos aliciam deputados pagando campanha
A garantia de financiamento de campanha preside as negociações da “janela” que permite a deputados federais trocar de partido sem o risco de perda de mandato. Os deputados estão sendo aliciados por outros partidos com a garantia de financiamento integral de sua campanha de reeleição. O valor é o limite máximo de R$2,5 milhões para campanha de deputado federal, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dinheiro público na veia
Além do fundo partidário de R$1 bilhão, os partidos retirarão ao menos R$1,7 bilhão dos cofres públicos para financiar a campanha deste ano.

Sorria, você está sendo roubado
Pelo critério definido no Congresso e avalizado pelo TSE, o povo é que vai pagar campanhas de tipos que freqüentam as páginas policiais.

Majoritária às moscas
As direções de partidos medianos como PP, PR e PTB, decidiram priorizar a eleição do maior número possível de deputados, este ano.

Deputado é dinheiro
Trata-se de uma questão financeira: o número de deputados federais é um dos principais critérios para definir a fatia no fundo partidário.

PP quer ser o MDB do próximo governo federal
De olho na janela de infidelidade partidária, que se fecha em abril, o Partido Progressista fixou o objetivo de virar a principal legenda do “centrão” do Congresso. A estratégia atribuída ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é deixar de lado as campanhas majoritárias, em geral dispendiosas, para consolidar uma bancada tão numerosa que nenhum governo poderá abrir mão do seu apoio.

Influência direta
Somados, partidos de centro como PP, Podemos, PSC, Avante, PEN, PR, PRB SD e PSD, têm quase 200 votos na Câmara dos Deputados.

Poder de peso
O PP planeja se tornar o que o PMDB virou para os governos Lula, Dilma e Temer: indispensável. E isso garante cargos ambicionados.

Daí para mais
Atualmente, menor que o MDB, o PP controla ministérios como o da Saúde, com orçamento oceânico, e outros órgãos como a Caixa.

O Brasil não tem jeito
Joesley Batista foi solto por “excesso de tempo” de prisão preventiva. Ele revelou haver subornado 1.800 políticos ou agentes públicos, aliciou procurador do Ministério Público Federal e ainda se aproveitou do próprio escândalo para manipular o mercado de ações e de dólares.

Aqui me tens de regresso
O deputado Heráclito Fortes (PI), que foi DEM desde criancinha, aproveitou a janela partidária para largar o PSB e retornar ao antigo partido onde esteve filiado desde os tempos em que se chamava PFL.

Soltando os cachorros
O governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), é outro político que também tem soltado os cachorros contra a lei 8666, a lei das licitações. Curiosa posição para quem atuava no Ministério Público.

Monopólio na mira
A Seguradora Líder, que opera o DPVAT, pode perder a boquinha do seu monopólio em breve. Projeto do deputado Lucas Vergílio (SD-GO) cria o Soat (Seguro Obrigatório de Acidentes de Trânsito), que permite ao cidadão escolher a seguradora cujos preços sejam mais atraentes.

Obrigado, Correios!
Esta semana circulou nas redes sociais uma foto de um celular Motorola MicroTAC com a legenda “Demorou, mas chegou! Obrigado Correios!”. O celular foi o principal lançamento da empresa em… 1994.

Prestígio brasileiro
O presidente Michel Temer vai ao Chile para acompanhar a cerimônia de posse do novo presidente do país, Sebastián Piñera, neste domingo, em Valparaíso. Piñera volta ao cargo com 54,6% dos votos.

Populismo de direita
Há anos partidos populistas de direita ganham espaço em países europeus como Alemanha, Áustria, França e Holanda, mas não vingaram. Na Itália, esta semana, mudou: Luigi Di Maio, do Movimento 5 Estrelas, ou Matteo Salvini, da Liga Norte, podem virar premier.

Acabou-se o que era doce
A Câmara deve votar nesta semana o projeto que inclui a contribuição previdenciária de volta na folha de pagamentos. O relator Orlando Silva (PCdoB-SP) confirmou que reduzirá o número de setores beneficiados.

Pergunta na reta de chegada
Rodrigo Maia, que largou com 0,6% das intenções de voto na corrida presidencial, vai chegar com quantas voltas atrás do líder?

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