Coluna Política Nacional – 30.12.2018 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Nacional – 30.12.2018

‘Blocão’ governista pode ter duzentos deputados

Com a adesão de importantes partidos à candidatura de Rodrigo Maia à presidência da Câmara dos Deputados, o novo governo Bolsonaro decidiu costurar um “blocão governista”, constituído de MDB, PP, PRB e PSL. A formalização do bloco ocorrerá após o início da legislatura, mas a tendência é o grupo vir a ser liderado pelo PSL, partido do presidente eleito. Os quatro partidos somam 153 deputados federais, por enquanto. Mas a expectativa é que esse número passe dos 200.

Adesão será grande

É esperada a transferência de deputados sobretudo para o PSL, em razão da cláusula de barreira que inviabilizou partidos menores.

Oposição diminuída

A oposição (PT, PDT, Psol, PV, PCdoB, Rede e PPL) terá bancada de apenas 110 deputados na Câmara, em 2019. Só dá para fazer barulho.

Conversa é possível

Apesar de PSD e PR já terem fechado apoio ao atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), há ainda tratativas com os dois partidos.

Correu frouxo

Deputados federais reeleitos reclamam da “falta de ação” de líderes do novo governo que “estão sendo driblados” por outros, mais experientes.

Saúde faz compra de R$49 milhões sem licitação

Confirmado pelo futuro ministro da Saúde, Luiz Mandetta, o secretário especial de Saúde Indígena, Marco Antonio Toccolini, foi responsável por ratificar a compra de 800 aparelhos portáteis de ultrassom por R$49,2 milhões, sem licitação. O custo de R$61,5 mil por unidade é dobro do preço de equipamentos similares ou até tecnologicamente mais avançados, com transmissão de imagens para celular e tablet.

Programa de índio

A compra não tem justificativa no Diário Oficial, mas o extrato mostra que os ultrassons são para a “recuperação da saúde indígena”.

Falta operador

Além do preço alto, não se sabe quem vai operar os equipamentos nas áreas remotas, onde estão os índios cuja saúde se pretende recuperar.

Sem competição

Segundo o Ministério da Saúde, foram adquiridos 600 ultrassons por R$36,9 milhões, sem licitação, por “inviabilidade de competição”.

Demorou demais

O ministro-coordenador da transição e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, admitiu a interlocutores que o governo eleito demorou a se movimentar em negociações sobre o comando do Congresso em 2019.

Promoção Bolsonaro

Um posto de combustíveis da Asa Norte, em Brasília, estreou uma campanha curiosa: a “Promoção de Boas Vindas ao Presidente Bolsonaro”. Oferece gasolina com desconto, a R$3,899 o litro.

Maia segue à frente

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) garantiu que seu partido não vai apoiar Rodrigo Maia (DEM), mas o atual presidente da Câmara segue favorito. Tem o apoio do PDT, PT e PCdoB, além de PSDB, PSB, PR e PSD.

Comprometido

Presidente do PSD, Gilberto Kassab foi procurado pelo deputado João Campos (PRB-GO), que queria ajuda para se eleger presidente da Câmara. Mas Kassab disse ter fechado acordo com Rodrigo Maia.

PSL sem martelo

A deputada federal eleita Bia Kicis (PSL-DF) revelou a interlocutores próximos que seu partido “ainda não bateu o martelo” sobre quem vai apoiar para presidente da Câmara dos Deputados.

Política é política

Apesar de insistir publicamente que “não vai interferir” nas eleições pelo comando da Câmara dos Deputados e do Senado, o novo governo se articula para não perder espaço no Congresso na nova Legislatura.

Não se viabilizou

Candidatura do deputado João Campos (GO) a presidente da Câmara segue com apoio oficial, mas o alto escalão do PRB considera que ele “não conseguiu viabilizar” a própria candidatura junto a outros partidos.

Meta atingida

De março a dezembro, a taxa de desemprego caiu 8 vezes seguidas. O ano vai se encerrar com uma taxa de desemprego (11,6%) menor que em janeiro (12,2%). Era uma das principais metas de Michel Temer.

Pergunta aos especialistas

É bom ou mau sinal a briga por espaço na posse presidencial?

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