Cuidado nunca é demais – Jornal A Gazeta

Cuidado nunca é demais

“Queremos resolver os pequenos problemas com nossas próprias mãos, ou com vídeos de tutoriais do Youtube”

É muito precoce fazer qualquer análise ou julgamentos sobre o caso desse compressor de um ar-condicionado que explodiu dentro de um depósito no Hospital do Juruá. A explosão matou Marcelo Silva e Erisson Guedes, um técnico em oxigênio e um menor aprendiz, além de deixar feriada uma terceira vítima, cuja identidade não foi divulgada.
A versão do Corpo de Bombeiros, baseada em indícios e testemunhas, é de que a fatalidade aconteceu quando os servidores faziam a manutenção de um ar-condicionado no prédio atrás do hospital, e o cilindro explodiu. Os estilhaços que atingiram as vítimas, que não resistiram.
O caso só reforça que temos que ter muito, muito cuidado mesmo ao realizar determinadas atividades e tarefas que as vezes parecem simples, rotineiras, mas que somam possibilidades incontáveis de riscos à nossa saúde e integridade física. Coisas como trocar uma lâmpada, emendar um fio elétrico ruído, instalar uma tomada, pintar um móvel ou parede, limpar a calha, ajeitar uma telha solta, mexer com facas e tesouras ou até mesmo dirigir um carro/moto.
As coisas quebram em nossas casas quando menos esperamos. Uma luz queima, uma TV pifa, uma geladeira esculhamba, um cano estoura, uma fase cai. Parece que isso só acontece quando já estamos no teto do limite de gastos do mês. Sem grana. Eis que surge o problema. Queremos resolver com nossas próprias mãos, ou com vídeos de tutoriais do Youtube. As vezes até dá certo, dependendo da coisa. Mas às vezes é melhor mesmo não arriscar.
As coisas simplórias é que mais exigem a nossa atenção. E se não estamos prontos para fazê-las, se não temos a prática, o costume de mexer com aquilo, simplesmente é melhor deixar quieto, chamar quem tem mais conhecimento e experiência para tal tarefa. Vai ser oneroso? Sim. Com certeza se você ajeitasse não custaria mais do que o seu tempo. Mas pode, também, custar mais do que isso. O perigo mora no improviso, na falta de técnica e no que é mais barato.
Portanto, pense bem antes de se aventurar em coisas arriscadas. Valorize sua vida. Acidentes domésticos acontecem o tempo inteiro. Se puder, evite-os. Correr riscos à toa é desnecessário. Todo cuidado é pouco quando se trata da sua saúde e das pessoas que você ama. Pense que o seu lar merece ser seguro, e se isso lhe custar alguns trocados a mais, vale a pena.

* Tiago Martinello é jornalista.
E-mail: sdmartinello@gmail.com

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