Deputado Cadmiel Bonfim é vaiado após defender ação policial contra moradores do Polo Benfica – Jornal A Gazeta

Deputado Cadmiel Bonfim é vaiado após defender ação policial contra moradores do Polo Benfica

FOTO/ ACERVO ALEAC

A ação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), – que cumpriram a ordem de desobstrução na Rodovia AC-40 usando bombas de efeito moral e balas de borracha -, foi o principal tema de debate na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) na sessão de quarta-feira, 24.

As falas dos deputados estaduais foram de indignação à ação policial, porém, o tucano Cadmiel Bonfim (PSDB), que também é sargento, optou por fazer a defesa dos homens do Bope. Ele frisou que os policiais apenas cumpriram com o trabalho e que em nenhum momento agiram com truculência.

“A nossa polícia é uma das mais preparadas do país (…) Eu não acredito em truculência. Os policiais estavam lá desde cedo e deram muito tempo para que os manifestantes protestassem. A PM só agiu para garantir a direito de ir e vir das pessoas”, disse ao afirmar ainda “que chega um momento em que o diálogo acaba e a PM precisa agir”.

Cadmiel foi vaiado pelos moradores do Polo Benfica que estavam na galeria da Aleac tão logo afirmou que gás lacrimogêneo não mata. “Nunca vi ninguém morrer de gás lacrimogêneo (…) Só foram usadas quando passou da conta o protesto”.

O tucano acabou sendo repreendido pelos colegas de parlamento. O deputado Daniel Zen (PT) frisou que “spray de pimenta, gás lacrimogêneo e bala de borracha são armas e machucam”. Edvaldo Magalhães, por sua vez, afirmou que “ao invés de usar a força policial o Governo do Estado deveria investir em relação institucional para dialogar com os movimentos populares que protestam”.

O deputado Roberto Duarte (MDB) também comentou sobre a ação do Bope. Ela frisa que foi desnecessária. “Sou defensor do trabalho que a PM do Acre faz, mas não precisava abordar os manifestantes daquela forma. Conversando com alguns deles, me indagaram o que podem fazer. Disse para procurarem a corregedoria de polícia para que possam apurar se houve ou não qualquer abordagem errônea”, disse.

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