Deputado Edvaldo Magalhães quer entregar título de “persona non grata” a secretário adjunto da Saúde – Jornal A Gazeta

Deputado Edvaldo Magalhães quer entregar título de “persona non grata” a secretário adjunto da Saúde

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), durante sessão desta quarta-feira, 11, disse que após a confusão ocorrida no prédio da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), os insultos proferidos contra os trabalhadores e também contra um parlamentar, o governo não poderia ter fechado pior do que com a nota divulgada no final da tarde de ontem.

“O dia de ontem poderia ser intitulado como o dia da incompetência. Foi um desastre seguido de outro. O título que o colega jornalista Luiz Carlos Moreira usou para a sua coluna, hoje, resume bem a nota publicada pelo governo sobre o fato: Uma nota tosca, desnecessária, inoportuna, inverídica e autoritária. Ainda usaram o Alyson Bestene como bode expiatório para assinar o vexame”, ironizou.

Edvaldo Magalhães resumiu a nota como vergonhosa e disse que o governo deu seu atestado de que não possui competência para mediar conflitos, tampouco dialogar com a classe trabalhadora. O parlamentar acrescentou ainda que o perfil de Alyson Bestene não é compatível ao das palavras escritas na nota publicada, onde, de acordo com ele, há uma clara tentativa de diminuir e menosprezar o trabalhador acreano.

“Não considero o Alyson uma pessoa capaz de escrever aquilo. Uma nota mal redigida, feita de qualquer forma, sem pé nem cabeça, com uma sequência de erros esdrúxulos. Quem entende minimamente da construção dissertativa, jamais escreveria aquilo. Usaram o Alyson como bode expiatório e infelizmente ele aceitou esse papel”, lamentou.

O comunista afirmou que ontem o governo rasgou o véu e expôs sua incapacidade de diálogo, fechando com chave de ouro ao publicar a nota, o que, de acordo com ele, consolidou uma greve que estava dando apenas seus primeiros passos. Ele concluiu seu discurso dizendo que vai apresentar uma iniciativa legislativa para entregar ao coronel Jorge Rezende o título de “persona non grata”.

“O governo conseguiu em um dia brigar com uma categoria gigantesca que votou em peso pela eleição dele, consolidou uma greve que estava apenas iniciando e chamou a raiva de todo mundo. Quanto ao coronel que desrespeita trabalhadores, irei protocolar a entrega dessa homenagem pela brilhante capacidade de diálogo e mediação de conflitos”, ironizou.

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