Diretor-geral da Aneel participa de audiência pública para debater aumento na tarifa de energia do Estado – Jornal A Gazeta

Diretor-geral da Aneel participa de audiência pública para debater aumento na tarifa de energia do Estado

FOTO/ SÉRGIO VALE

“O Acre precisa ter um tratamento diferenciado, como vamos trazer desenvolver o nosso estado, como vamos trazer indústrias para o Acre, investir aqui com uma energia de má qualidade e desse preço é quase impossível”. A fala é do líder da bancada federal acreana, senador Sérgio Petecão (PSD) durante participação na audiência pública na qual debateu o aumento da tarifa de energia no Estado.

O evento, – que contou com a participação do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone -, aconteceu na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na sexta-feira, 26, a pedido do deputado estadual Jenilson Lopes (PCdoB).

Participaram também da audiência o secretário de Infraestrutura Thiago Caetano, representa o governador Gladson Cameli (PP), os deputados federais Perpétua Almeida (PCdoB), Jessica Sales (MDB), Alan Rick (DEM) e Jesus Sérgio (PDT), além dos deputados estaduais, representantes da comunidade e José Adriano, representando da empresa Energisa.

Na oportunidade, Petecão cobrou melhorias na qualidade do serviço ofertado e preço justo. “Precisamos encontrar um caminho para que tenhamos uma energia com preço justo e de qualidade. Eu acreditei quando nos disseram que a privatização da Eletroacre nos daria energia de qualidade e, sobretudo, um preço justo, mas, o que vemos é que isso não vem acontecendo. Esse aumento é fora da realidade do povo acreano. É preciso encontrar uma solução”, disse.

O deputado Jenilson Leite (PCdoB) pediu correção na planilha, a fim de que ocorra redução nos valores cobrados na conta de energia. “Tivemos um aumento de 21% no aumento. Como conseguiremos pagar uma energia tão caro? Como a indústria pagará uma energia tão cara e ajudar no desenvolvimento do Estado? Espero que tenha correção da planilha, que tenha diminuição do valor”, disse ao lembrara ainda a instalação de uma CPI para investigar os aumentos.

Seguindo a mesma linha que Petecão e Jenilson, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) lembrou que o acreano paga a conta mais cara do Brasil. “Não dá para entender porque a energia no Acre é tão cara. Essa conta não cabe no nosso bolso”, disse ao frisar ainda que o acreano estava sendo enganado.

”Estamos sendo roubados! É preciso encontrar uma saída, ninguém aguenta mais. A ANEEL precisa esclarecer o real motivo para ser tão cara a energia. Não venham dizer que é culpa de falta de chuva ou outra coisa”, disparou.

Para o deputado federal Jesus Sérgio (PDT) o momento é propício para debater meios de minimizar os prejuízos contra o consumidor final. “Sabemos da indignação popular quanto ao reajuste abusivo, mas faz-se necessário identificarmos soluções para que possamos sair do campo do debate para efetivamente traçar ações que minimize os impactos financeiros sofridos pela população acreana”, destaca.

Aneel – O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, ao dispor da fala, apresentou dados referentes ao Acre. Segundo ele, atualmente, existe no Estado cerca de 263 mil unidades consumidores, ocupando a 17ª posição no ranking do consumo no país e 5ª posição, entre os sete estados da Região Norte.

Pepitone fez ainda uma análise da composição do preço dataria e explicou o papel desenvolvido pela ANEEL que, segundo ele, não tem poder de formular o preço da tarifa.

“Não é prerrogativa da Aneel dizer como fazer o cálculo. Nós apenas cumprimos a Lei 9427/96 e fazemos o cálculo (…) Cabe a nós fazer a colheita, mas não o plantio. Queremos atuar com transparência. As tarifas estão elevadas, temos ciência disso e estamos trabalhando junto aos parlamentares e demais órgãos para termos como estabelecer uma tarifa mais módica no país”, disse.

Por fim, informou que está prevista a construção de uma linha de transmissão entre Feijó e Cruzeiro do Sul, a ser licitada no valor de R$ 550 milhões, que proporcionará uma desoneração na tarifa para todo o país. “Em dois anos será possível amortizar a tarifa em tributos para os governos estadual e federal”.

FOTO/ SÉRGIO VALE CEDIDA

 

 

 

 

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