É de se perguntar – Jornal A Gazeta

É de se perguntar

Pode-se até admitir que o número de homicídios tenha diminuído nos últimos meses, como afirmam as autoridades de Segurança Pública, mas não se pode negar que as facções criminosas continuam atuando no Estado com toda a crueldade e precisam ser combatidas com inteligência e todo o vigor.

O caso desse jovem que foi decapitado no final de semana e exibido nas redes sociais como se fora uma um filme de terror ou uma diversão mostra que esses grupos criminosos continuam atuando no Estado e provocando insegurança, medo, pânico entre a população.

Ao assumir o Governo, o vice-governador afirmou em um rompante de ingenuidade ou demagogia que em dez dias a sociedade iria sentir uma sensação de segurança. Cinco meses estão se passando, e não é o que se constata.

Esses crimes cruéis continuam ocorrendo, bairros inteiros estão sob o controle deste ou daquele grupo criminosos e até “tribunais” instalaram para julgar e executar quem não cumpre com suas determinações no controle do narcotráfico. Fatos esses que já foram estampados até em grandes jornais do exterior.

O que não se viu até agora foi uma cobrança mais contundente ao Governo Federal, mais especificamente ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, de um plano nacional para prevenir e combater o narcotráfico nas fronteiras, que é a origem dessa situação. Aliás, é de se perguntar se o ministro sabe onde fica o Acre, o Amazonas e outros estados fronteiriços(?).

Assuntos desta notícia