Endividamento atinge 60% das famílias em Rio Branco, aponta estudo nacional – Jornal A Gazeta

Endividamento atinge 60% das famílias em Rio Branco, aponta estudo nacional

Rio Branco possui 60% das famílias endividadas, é o que aponta a oitava edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio/SP).

“E quem não está endividado nos dias de hoje? Sem dívidas a gente não faz nada e nem tem nada. Infelizmente”, comenta a servidora pública Inês Lima.

Justificando o pensamento da servidora é que o estudo também mostrou o nível de comprometimento da renda com as dívidas, em que as famílias de Boa Vista/RR registraram a maior taxa entre as capitais do País juntamente com as de Teresina/PI, de 43%.

Ainda na região Norte, Porto Velho/RO (33%); Palmas/TO (33%); Macapá/AP (33%) e Rio Banco/AC (33%) estão acima do patamar de 30%, considerado adequado pela Fecomercio/SP. Apenas Belém/PA e Manaus/AM estão abaixo desse nível, com 13% – a segunda menor taxa do País – e 27%, respectivamente.

De acordo com o estudo, a capital de Roraima, Boa Vista, encerrou 2017 com a segunda maior proporção de famílias endividadas entre todas as capitais do País: um total de 83%.

Considerando apenas as capitais da região Norte, Macapá/AP ocupa a segunda posição no ranking regional com 76% das famílias endividadas, alta de oito pontos porcentuais em relação a dezembro de 2016, seguida por Palmas/TO, com 70%, ambas acima da média nacional de 62%. Na sequência estão Manaus/AM, com 62%; Rio Branco/AC, com 60%; Porto Velho/RO, com 52% e Belém/PA, com 40%.

Já quanto o ranking é nacional, a capital que com maior percentual de famílias endividadas é Curitiba (91%) em dezembro de 2017, quatro pontos porcentuais (p.p.) a mais do que no mesmo mês do ano anterior.

A cidade paranaense registrou uma dívida média mensal por família de R$ 2.452 em dezembro de 2017, valor 2,6% maior que aquele registrado no final de 2016 e a terceira maior cifra entre as capitais. Além disso, Curitiba também tem o quarto maior número de famílias endividadas do país (572,8 mil).

A justifica para esse cenário segundo a Federação, foi um conjunto de fatores. A forte queda da inflação entre 2016 e 2017; a recomposição na taxa de ocupação após um período de elevação abrupta do desemprego; o aumento na massa de rendimentos dos aposentados e, consequentemente, a elevação da renda das famílias brasileiras permitiram alavancar o nível de confiança das famílias, resultando em uma maior demanda por crédito.

Tal cenário fica mais claro ao observar que o número de famílias endividadas no conjunto das capitais caiu de 9,414 milhões em dezembro de 2015 (61% do total) para 9,128 milhões em dezembro de 2016 (59%), ou seja, mais de 280 mil famílias saíram do endividamento.

Já em 2017, houve uma alta de três pontos porcentuais na parcela de famílias endividadas – de 59% para 62% –, o que significa que 9,669 milhões de famílias possuíam algum tipo de dívida em dezembro de 2017.

O estudo avaliou os principais aspectos, dimensões e efeitos da política de crédito no Brasil sobre as famílias entre 2015 e 2017, período transitório, com encerramento da crise econômica (2014/2016) e início de um processo de recuperação em meio às incertezas políticas e econômicas. A análise foi feita com base em informações do Banco Central do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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