Escorbuto: a principal causa da doença é uma dieta com quantidade inadequada de vitamina C – Jornal A Gazeta

Escorbuto: a principal causa da doença é uma dieta com quantidade inadequada de vitamina C

O escorbuto (do latim scorbutus) é uma doença provocada pela carência grave de vitamina C na dieta. A vitamina C é indispensável na formação dos ossos e dos dentes e, portanto, muito importante para o metabolismo e manutenção da vida humana.

Os autores consultados são unânimes ao afirmar que a principal causa do escorbuto é uma dieta com quantidade inadequada de vitamina C. Outra causa importante de escorbuto também relatada pelos especialistas é o stress que aumenta a utilização do ácido ascórbico.

SINTOMAS NOS ADULTOS
A literatura indica que nos adultos os sintomas compreendem:
* hemorragias nas gengivas;
* sangramento fácil da pele;
* dificuldade na cicatrização de feridas;
* desestabilização dos dentes;
* deformidades e quedas dentárias;
* dor muscular e articular;
* falta do apetite;
* cansaço e palidez.

Alguns autores afirmam que as hemorragias provenientes da fragilidade capilar podem atingir outras partes do corpo e até mesmo causar a morte. Assim sendo, frente a menor desconfiança de estar desenvolvendo o escorbuto é recomendável procurar auxílio médico, para que a doença possa ser tratada corretamente.

SINTOMAS NAS CRIANÇAS
O escorbuto raramente ocorre em recém-nascidos e os sintomas têm início entre 3 a 6 meses após a interrupção do consumo dos alimentos ricos em vitamina C e os sintomas podem ser:
* Dor forte nas pernas;
* Dificuldade para ganhar peso;
* Irritabilidade e falta de apetite;

TRATAMENTO
Segundo a literatura o tratamento do escorbuto baseia-se na ingestão de vitamina C, a qual pode ser encontrada nas frutas cítricas a exemplo do limão, da uva e da laranja, e dentre outras hortaliças o tomate, o pimentão e batata.

Os nutricionistas afirmam que por possuir 100 mg torno de 17 mg de vitamina C, a batata é considerada um excelente alimento que pode ser ingerido pelas pessoas que desenvolveram o escorbuto.

Frazão (2013) recomenda a ingestão de 90 a 120ml de suco de laranja ou de tomate maduro (feitos na hora) por vários meses todos os dias.

A ingestão diária de medicações contendo vitamina2 C também é comumente indicada pelos médicos em muitos casos.

Neste sentido, Carvalho (2014) assinala que, o certo seria ministrar 250 mg de ácido ascórbico por via oral, quatro vezes ao dia ao paciente e oferecer orientação para que ele possa seguir uma dieta com grandes quantidades de frutas frescas e vegetais.

Alguns autores assinalam que a maioria dos pacientes com escorbuto se recupera completamente num período de duas semanas. Outros autores como Léger (2008), concordam que a obtenção da recuperação completa ocorre em aproximadamente três meses de suplementação regular de vitamina C.

PREVENÇÃO
A prevenção do escorbuto no entender de Torres (2014) passa por um protocolo de encaminhamento aos especialistas e, dentre eles estão:

a) Nutricionista – caso o escorbuto tenha a dieta como causa e não haja fatores subjacentes,
b) Assistente social ou terapeuta ocupacional – se o escorbuto for causa de deficiência ou falta de saúde ou pela incapacidade de cozinhar para si mesmo,
c) Gastroenterologista – se a causa do escorbuto for uma condição de saúde, como as doenças digestivas, a exemplo da doença de Crohn,
d) Psicólogo – se o escorbuto estiver associado a uma condição de saúde mental ou comportamental, como esquizofrenia, depressão ou anorexia nervosa.

Torres (2014) acrescenta que apesar da deficiência de vitamina C ser uma doença rara e de fácil tratamento, ela pode constituir-se em um grande problema para certos grupos de pessoas, quais sejam: idosos que são incapazes de manter uma dieta saudável, fumantes ou aqueles que têm uma dependência de álcool ou drogas, além das pessoas com baixos rendimentos.

* Terezinha de Freitas Ferreira é doutora em enfermagem pela Universidade de São Paulo – USP. Professora associada do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto – UFAC. Consultora Editorial da Revista Brasileira em Promoção da Saúde da Unifor e Revista de Saúde.com, da Uesb.

INTERINAS
* Daiana de Freitas Ferreira é enfermeira graduada pela União Educacional do Norte – Uninorte. Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Centro Universitário Mauricio de Nassau do Rio Grande do Norte.

* Daniela de Freitas Ferreira é fisioterapeuta. Especialista em Traumatologia Osteo-Articular pelo Centro Universitário Claretiano de São Paulo – Ceuclar. Trabalha na Fundação Hospital Estadual do Acre – Fundhacre.

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