Frente fria piora umidade relativa do ar e queimadas tendem a ficar mais intensas – Jornal A Gazeta

Frente fria piora umidade relativa do ar e queimadas tendem a ficar mais intensas

Fotos/ A GAZETA

Baixa umidade do ar e aumento da velocidade do vento são características de frentes frias, que apesar de baixar a temperatura momentaneamente, se tornam um problema maior com a incidência das queimadas. E é esse cenário que é possível prevê nos próximos dias, devido a chegada de mais uma friagem ao Acre.

De acordo com o pesquisador meteorológico, Davi Friale, por meio do site O Tempo Aqui, a incursão de ar polar deixa o tempo bom, a partir desta sexta-feira, 10, até, pelo menos, a próxima segunda-feira, 13. A umidade do ar mínima, durante a tarde, varia, entre 70 e 90%, no leste e no sul do estado, e, entre 55 e 75%, nas demais áreas. Os ventos sopram ininterruptamente, entre moderados e fracos, com fortes rajadas, da direção sudeste.

“As temperaturas em Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari e Porto Acre, devem atingir a mínima, entre 17 e 19ºC, por volta das 23h, e máxima, entre 25 e 27ºC, no fim da manhã”, destacou o pesquisador.

O major do Corpo de Bombeiro, Claudio Falcão, confirmou que até o último dia 31 de julho, foram registrados mais focos de queimadas urbanas do que o mesmo período em 2017.

“Lamentavelmente houve um aumento significativo na quantidade de queimadas este ano. Até julho foram 2.221 chamadas de ocorrências somente em Rio Branco”, destacou Falcão.

E como dificuldade para executar esse trabalho, ele elencou o desgaste no combate de incêndio ambiental. “Com a frente fria e o aumento da velocidade do vento existe uma propagação ainda maior. Então, a população não deve realizar qualquer queimada visto que os danos atingem a todos nós”, frisou o major.

O major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros, destaca que, caso seja pego em flagrante, o incendiário pode responder processo criminal, administrativo e multa. Terrenos baldios e áreas de proteção ambiental são os locais mais utilizados para o uso do fogo, principalmente para queimar entulhos.

“O resultado é sempre o mesmo, pessoas que utilizam esse momento seco e crítico para atear fogo nos seus quintais para fazer limpeza, se livrar de entulhos e outras coisas nesse sentido. Isso não é permitido. É evidente que as pessoas que fazem isso sabem que é crime ambiental, mas a sensação de impunidade levam eles a cometerem esse tipo de situação”, destaca o major.

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