Governo anuncia reforço na Segurança Pública para tentar combater criminalidade – Jornal A Gazeta

Governo anuncia reforço na Segurança Pública para tentar combater criminalidade

O Governo do Estado do Acre divulgou nesta segunda-feira, 20, o conjunto de medidas e ações que serão adotadas por todos os órgãos que compõem o sistema de Segurança Pública para combater a violência e solucionar os recentes episódios envolvendo a fuga de detentos do Complexo Penitenciário de Rio Branco e dos homicídios ocorridos na região da rodovia Transacreana.

Para prosseguir na intensificação do enfrentamento à criminalidade, foi anunciado um grande reforço policial em pontos estratégicos e de maior vulnerabilidade. Todos os policiais de folga estão em sobreaviso e os 250 novos policiais militares, convocados no ano passado, serão utilizados para aumentar o efetivo nas ruas.

Com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Exército, novas barreiras serão montadas ao longo das BR’s 364 e 317, principais rotas de acesso ao Acre e aos países vizinhos, Bolívia e Peru. O governo acreano também solicitou ao comando do exército em Rondônia a instalação de um bloqueio na região da balsa sobre o rio Madeira. O mesmo pedido foi feito à secretaria de Segurança Pública do Amazonas para intensificar a fiscalização policial nos municípios de Boca do Acre e Guajará. Com este controle terrestre, o principal objetivo é evitar possíveis fugas de criminosos para outros estados do país.

“As barreiras constituídas pela operação Fecha Fronteiras surtiram efeito positivo e serão mantidas com o acréscimo de mais aparato policial para que essas barreiras continuem com mais reforço, e as demais ações envolvem buscas e capturas de presos foragidos neste momento, busca e captura de presos que estão com mandado de prisão em aberto e que tenham envolvimento com crimes de homicídios e crimes graves contra a comunidade”, pontuou o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública em exercício, Ricardo Brandão.

Fugas em massa – Especificamente sobra a fuga dos 26 detentos de um dos pavilhões do presídio Francisco d’Oliveira Conde, Ricardo Brandão disse que as corregedorias da Polícia Penal e da Polícia Militar apuram o caso e todos os profissionais que estavam de plantão na unidade prestarão esclarecimentos sobre o episódio. A presença de um promotor do Ministério Público Estadual também foi solicitada para acompanhar o caso. O Estado formalizou ainda o apoio da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) para interceptar conversas entre membros de facções criminosas.

Nos próximos dias, todos os presídios e unidades socioeducativas passarão por uma rigorosa inspeção em suas estruturas. Assim como a revista de todos os detentos que estão no sistema penitenciário. A principal finalidade é encontrar materiais ilícitos e identificar locais vulneráveis à possibilidade de novas fugas.

 

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