Infectologista faz recomendações para evitar epidemia no Acre: “Redobrar o cuidado da higiene das mãos” – Jornal A Gazeta

Infectologista faz recomendações para evitar epidemia no Acre: “Redobrar o cuidado da higiene das mãos”

Em meio a uma pandemia do COVID-19, o coronavírus, e com a confirmação de três casos no Acre, todo cuidado é pouco. É necessário tomar medidas para evitar o contágio e transmissão do vírus.

Pensando nisso, o médico infectologista e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Thor Dantas, gravou um áudio com recomendações básicas para evitar uma possível epidemia de COVID-19 no Acre.

O áudio, gravado na terça-feira, 17, está circulando nas redes sociais. E é uma boa forma de informar toda a população sobre o que é fake news e o que é recomendação do Ministério da Saúde.

“Se formos bem atentos e cuidadosos, podemos evitar que uma epidemia grave em nosso estado. Como todos sabem, só existe risco de casos graves para os idosos e pacientes portadores de doenças crônicas”.

Contudo, mesmo não fazendo parte do grupo de risco, cada pessoa precisa ter responsabilidade social.

“Mesmo não estando no grupo de risco, todos devem evitar ao máximo serem infectados por que a transmissão de uns para os outros amplifica a epidemia, favorece que muita gente fique infectada, e a doença acaba chegando na população de risco”, completa o médico.

Segundo o infectologista, a medida mais importante e simples é manter a higiene das mãos. “As mãos são as principais transmissoras do vírus. Lave sempre as suas mãos depois de ter contato com superfícies, objetos e pessoas que possam estar infectadas. E também lave sempre as mãos antes de levá-las ao rosto”.

Sobre o uso desmedido de máscaras, o médico e professor é enfático: “Quem não está com sintoma, não precisa usar máscara. Ela causa uma falsa sensação de proteção. O mais importante não é a máscara, mas lavar as mãos frequentemente”.

Ainda segundo Thor, toda a população deve evitar locais de grande aglomeração e dar preferência para ficar em casa. “Não devemos frequentar festas, lugares fechados ou muito cheio de pessoas. Devemos evitar também contato muito próximo através de beijos, abraços e apertos de mãos. Quando a epidemia passar nós podemos rever os hábitos, mas agora, é preciso se adaptar a esse momento”.

O médico destaca ainda sobre a “etiqueta respiratória”, que são medidas que precisam ser tomadas em algumas ocasiões. A reportagem selecionou as recomendações no site do Ministério da Saúde – as mesmas descritas pelo infectologista. São elas:

  • Medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo;
  • Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto direto com pessoas doentes. Deve lavá-las durante 20 segundos (o tempo que demora a cantar os “Parabéns”) com água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%;
  • Evitar contacto próximo com pessoas com infeção respiratória;
  • Evitar tocar na cara com as mãos;
  • Evitar partilhar objetos pessoais ou comida em que tenha tocado.

“O ambiente da casa, onde há pessoas com sintomas respiratórios, deve ser limpo frequentemente com desinfetantes comuns, com atenção para superfícies que tocamos frequentemente”, acrescenta o infectologista.

E, por fim, destaca: “As etiquetas respiratórias e isolamento domiciliar voluntário são muito úteis para contenção da epidemia. Se todo mundo seguir as recomendações, a infecção não se dissemina na população e não chega aos grupos de risco”.

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