Mais propostas, menos baixaria – Jornal A Gazeta

Mais propostas, menos baixaria

Agora é pra valer. Começaram as eleições 2014 de fato e de direito. Realizadas as convenções partidárias agora é cair em campo e correr atrás do precioso voto. O eleitor espera um pleito calmo, sem ofensas, sem marras, mas na prática não é isso que vai acontecer. Sempre há os mais alvoroçados que confundem as coisas e partem para as ofensas pessoais.

Acredito que deveriam prevalecer as propostas. As ideias. Elegemos pessoas pelas quais não apresentam suas metas, seus sonhos, seus planos de governo. Ficam em um discurso barato, de acusações, de quem fez o que, de quem fez mais que o outro. Penso que essa velha política deve ficar para trás. O povo cansou disso. O povo quer propostas.

Por outro lado fico pensando na atitude do eleitor, de vender o seu voto em troca de favores. Favores tão pequenos que chegam a ser insignificantes para um político eleito pelo voto comprado. Quem compra voto é porque sabe que àquele investimento será recompensado, ou seja, com o dinheiro do contribuinte. É aquela velha história do toma lá da cá.

Penso também, que a Justiça Eleitoral deve estar atenta para coibir isso. Não entendo como um político pode dormir tranquilo sabendo que seu mandato foi outorgado através de armações, de dinheiro subtraído dos cofres públicos, às vezes até de modo ‘legal’. Dinheiro que faltará na Educação, na Saúde, Segurança. Não entendo.

Outro ponto que vejo nesse tempo de jornalismo é que muitos homens públicos ocupam cargos sem a menor qualificação. O ‘que indica’ é o que vale. Às vezes é um cabo eleitoral forte, um amigo do fulano, primo do beltrano, mas a qualificação… essa fica em segundo plano. Sem falar das promessas não cumpridas. Particularmente, acredito que deveriam ser cumpridos os acordos. O político que não cumpre o que diz acaba caindo no descrédito e isso tem reflexo nas urnas. Quem não cumpre com os seus cumprirá com seu eleitor o que prometeu?

A política é necessária. Por meio da política é que são realizadas as ações. Ora lenta, ora célere, mas é necessária a política. O homem é um ser político. Há homens e mulheres comprometidos com a verdadeira política, a boa política. Especificamente, o parlamento é necessário, ele garante a democracia. Cito esse poder porque nenhum dos 3 é tão democrático quanto este, o Legislativo.

Finalizando, que tenhamos eleições limpas, sem ofensas. Mas em alto nível de debate, de propostas. Que utilizem bem o espaço de TV e de rádio e outras mídias para divulgarem suas propostas.

* JOSÉ PINHEIRO é  jornalista.
E-mail: jsp30acre@gmail.com

Assuntos desta notícia