Mas, a insegurança permanece – Jornal A Gazeta

Mas, a insegurança permanece

Números são números e pode-se até admitir que houve uma redução da violência e da criminalidade no Acre e em outros estados da região Norte em 2018, segundo os dados divulgados pela 13º  Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Vários fatores teriam contribuído para essa queda, entre eles, como no caso do Acre, um esforço maior das forças de segurança, no Governo passado, porém, não se pode comemorar nem tão pouco afrouxar na prevenção e no combate à violência e à criminalidade.

Aliás, como o próprio diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio Lima, fez questão de chamar a atenção dos governantes e da sociedade, “o número de homicídios não é baixo; nos coloca entre as nações mais violentas do mundo”.

E tomando como referência a situação aqui do Estado, essa redução em pouco ou nada contribuiu para a sensação de segurança da sociedade por vários motivos. Um deles e o principal é o de que a criminalidade no Estado está associada à migração das famigeradas facções criminosas que migraram dos grandes Centros do país para as regiões Norte e Nordeste encontrando as fronteiras escancaradas com os países tidos como os maiores produtores de drogas.

Por uma omissão criminosa do Governo Federal em vigiar as fronteiras, esses grupos criminosos aqui se estabeleceram e, na disputa pelo narcotráfico, aumentaram a criminalidade e atualmente ditam as regras na maioria dos bairros das cidades.

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