Mesmo nível – Jornal A Gazeta

Mesmo nível

A bola rolou para o Campeonato Brasileiro da Série D. São 40 clubes à beira dos seus fanáticos torcedores e em busca de um lugar ao sol. Para quem vê de cima, a última divisão do futebol nacional, praticamente o fim de tudo. Para quem está nela, o primeiro passo para tentar espaço no cenário esportivo do país, um novo começo. No grupo A1, onde o Rio Branco, representante acreano, marca presença, a primeira rodada comprovou: estamos todos na briga.

“Ah, o Rio Branco não jogou…”. Não jogou mesmo. O Estrelão folgou na primeira rodada – há cinco times na chave e sempre um vai folgar. Nos dois jogos disputados, em Boa Vista, Roraima, e Vilhena, Rondônia, o equilíbrio foi uma constante. O Rio Branco tem pela frente adversários “conhecidos” e todos em reais condições de classificação.

E numa competição tão acirrada, cada ponto conquistado fora de casa é muito. Bom para Nacional e Remo, que começaram com empate longe de seus domínios. Porém, bom também para o Rio Branco, que dependendo dos resultados do próximo fim de semana, pode terminar a segunda rodada como líder, com apenas um jogo.

Sejamos realistas, Nacional, Remo e Rio Branco brigam por duas vagas. Os dois primeiros, com investimento cinco vezes maior que o time acreano, entram na disputa com obrigação de subir. O Alvirrubro tenta, aos poucos, retomar sua força na região Norte. Não será fácil fazer os adversários amazonenses e paraenses temer o Rio Branco novamente.

Sem favoritismo, nada impede que Náutico, de Roraima, e Vilhena, de Rondônia, surpreendam. Essa é uma das características do esporte. O primeiro jogou a estreia com atletas irregulares – e deve ser punido por isso. O segundo acompanha o ritmo de evolução do futebol rondoniense, quase zero.

Coincidência ou não, o Rio Branco tem nas duas primeiras rodadas os seus dois adversários diretos por uma vaga nas oitavas. Pega o Remo no dia 18, em Paragominas, no interior do Pará. E depois recebe o Nacional, no dia 26, na Arena da Floresta. São dois jogos que podem decidir os rumos da competição para os acreanos. O nível pode ser parecido, mas a força estrelada precisa ser mostrada desde já.

* João Paulo Maia é jornalista.
joao.maia.rodrigues@gmail.com
Twitter: @jpmaiaa

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