Mobilidade urbana – Jornal A Gazeta

Mobilidade urbana

Rio Branco está em construção contínua. A cada dia vejo avanços sendo conquistados neste lugar que amo tanto.

Lembro da aparência que a cidade tinha quando eu era pequena. O mato tomava conta de tudo. Eram pouquíssimas ruas duplicadas. Minha mãe uma vez torceu o tornozelo devido a uma calçada esburacada. Imagine essa situação para um deficiente físico. A mobilidade urbana e a organização do local eram verdadeiros problemas.

Hoje, muita coisa mudou. E melhorou, devo destacar. Mas gosto da ideia de que ainda falta muita coisa a ser realizada. Isso nos impulsiona para frente.

Há alguns meses, a prefeitura implantou o Estacionamento Rotativo no Centro de Rio Branco, a Zona Azul. A ideia no papel pareceu excelente. A proposta é interessante: mais espaço para estacionar por um preço justo. Na minha primeira tentativa, ‘apanhei’ um pouco para a máquina, mas consegui e saí super satisfeita. Economizei tempo e evitei o estresse de procurar vagas distantes.

Mas, com o tempo, os ‘flanelinhas’ voltaram. Imagine você, caro leitor, ter que pagar duas vezes por um estacionamento. Além de realizar o pagamento eletrônico, você ainda é abordado de forma intimidadora a dar algum ‘trocado’ a eles. Claro que o certo a fazer é se negar a dar o dinheiro. No entanto, já ouvi pessoas dizendo que deram o valor com medo de terem seus carros riscados ou serem perseguidas, porque é esse o sentimento de muitos.

Não sei se existe algum tipo de fiscalização para esse tipo de situação. Pelo tanto de ‘flanelinhas’ que vemos nos mesmos lugares da Zona Azul, é comum supor que não.

A atitude de alguns acaba por prejudicar a imagem de outros trabalhadores informais que guardam carros e motos no trânsito da capital acreana de forma digna.

Também não colabora com o desenvolvimento da cidade, pessoas que abusam dos espaços públicos. Têm comerciantes e vendedores ambulantes que transformam as calçadas em verdadeiras vitrines. O pedestre se arrisca beirando a rua para passar por certos trajetos. A cena já é tão comum que achamos que eles podem.

Além de ótimos projetos e ações, é notório que a colaboração de toda a sociedade é importante para o desenvolvimento. Além, é claro, da fiscalização, para evitar que bons trabalhos sejam destruídos.

* Brenna Amâncio é jornalista.
E-mail: brenna.amancio@gmail.com

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