Modalidade pouco conhecida pode formar primeira equipe nacional no Acre – Jornal A Gazeta

Modalidade pouco conhecida pode formar primeira equipe nacional no Acre

 O jogo tem o mesmo objetivo do hóquei de superfície. Mandar um disco para dentro do gol usando tacos. A diferença é que tudo acontece debaixo d’água, usando-se tacos de mão. É assim que a modalidade tem ganhado cada vez mais adeptos.

O estudante de medicina, Marcelo Valadares, trouxe a novidade para o Acre após um intercâmbio Hungria. O desafio agora é formar uma equipe de Hóquei Subaquático em Rio Branco. Atualmente os treinos ocorrem com 15 pessoas em média. Mas, de acordo com Marcelo, já chegaram a fazer uma aula experimental cerca de 35 pessoas.

A estudante de educação física, Valcirene Rodrigues, é uma das integrantes mais ativas nos treinos. “Sempre gostei das atividades na água. Fiz uma aula experimental e não larguei mais”, comentou ela que não é a única mulher do grupo.

De acordo com Paulo Cardoso já realizou alguns treinos com o grupo a competitividade e adrenalina são um dos ingredientes que atraem para a prática da modalidade. “Já fazia natação há muitos anos, e sempre gostei de esportes mais desafiadores como motocross e saltar de parapente. No Hóquei Subaquático eu me encontrei”, falou Paulo.

Cada time é formado por seis jogadores e o que diferencia cada equipe é a cor dos equipamentos. Valadares conta que o maior desafio do esporte é o trabalho em equipe. Cada partida tem duração de trinta minutos e é dividida em dois tempos de 15.

A piscina precisa ter fundo plano e pelo menos dois metros de profundidade. As medidas oficiais são 25m x 15m, mas é possível adaptar o tamanho do campo à realidade de cada um. Segundo Valadares, a Universidade Federal do Acre (Ufac) e na escola Armando Nogueira tem uma piscina adequada para praticar o esporte.

O Hóquei Subaquático é uma ótima alternativa para quem quer emagrecer, sendo um exercício aeróbio que não causa impacto nos joelhos e articulações. Também é ideal para quem quer ganhar condicionamento físico, uma vez que é preciso ter força de explosão para fazer o gol.

“Nem mesmo o melhor jogador do mundo consegue vencer os seis jogadores do time adversário com um só fôlego. Há apenas máscaras de mergulho e snorkel (respirador) e não há comunicação verbal debaixo d’agua. O trabalho em equipe é fundamental. Além do mais, torna-se cada vez mais difícil pensar à medida que seu estoque de oxigênio vai diminuindo. Então leva vantagem quem consegue tomar decisões rápidas, analisando o posicionamento e a movimentação dos demais colegas da equipe” explicou o estudante.

Valadares lembra que a aquisição dos equipamentos será um desafio a parte, uma vez que o esporte é muito difundido na Europa, Oceania e África do Sul, mas quase não tem adeptos no Brasil.

“É possível fazer os tacos de madeira seguindo os modelos que eu trouxe comigo, mas também É possível encontrar na Argentina e os gols podem ser feitos com hastes de ferro. Além disso, o pessoal que jogava comigo lá (na Hungria) está disposto a enviar material para gente, além de visitarem o Brasil. Também podemos programar uma viagem para Colômbia ou Argentina para praticar com os times lá existentes”, confirma Marcelo Valadares.

“Quando eu conheci o hóquei subaquático não via a hora de jogar no Brasil. Faço um convite para o pessoal de Rio Branco. Vamos montar equipes aqui. Esse é um esporte empolgante e tem tudo a ver com nosso clima tropical”, vislumbra o atleta.

A Ufac promove, por meio de um projeto interdisciplinar de extensão, uma oficina de ensino de hóquei subaquático. Em sua fase inicial, o projeto irá ensinar, na piscina da Ufac, localizada no complexo poliesportivo de Educação Física, técnicas de mergulho e as regras competitivas do esporte.

O projeto é aberto para as comunidades acadêmica e externa. Atualmente, conta com dez participantes, divididos em dois grupos. O mais avançado já treina passes debaixo d’água, enquanto o grupo de iniciantes está aprendendo as técnicas de mergulho e respiração.

Os treinos acontecem às terças e quintas-feiras, às 18h30, na piscina da Armando Nogueira. Qualquer um com mais de 18 anos de idade e que saiba nadar pode participar. Nadadeira, máscara de mergulho e respirador são itens essenciais.

Única atleta brasileira a disputar campeonatos de hóquei subaquático pelo mundo

A atleta Silvania Avelar começou a jogar em 2010 em Zurique, onde conheceu o esporte. “No Brasil fui nadadora de um clube em Belo Horizonte. Não havia tradição de esporte aquático em time, como, por exemplo, pólo aquático. Fora do Brasil, participei de torneios de hóquei subaquático em vários países e era a única jogadora de origem brasileira. Quando o hóquei subaquático tiver vários times brasileiros, vai haver campeonato brasileiro e também a seleção brasileira.

Silvania destaca que o Brasil tem nadadores fortes, velocidade e criatividade em esportes de time, ou seja, muita vocação e talento para o hóquei subaquático. “Espero que mais brasileiros e brasileiras experimentem e amem o hóquei subaquático!”, comentou.

História do esporte

O hóquei subaquático foi inventado em 1954 pelo britânico Alan Blake, sendo originalmente chamado “octopush” (nome pelo qual ainda é conhecido no Reino Unido), isto porque antes era jogado por oito jogadores em cada equipe e agora se joga com seis jogadores dentro da piscina. O objetivo de Alan era de entreter os mergulhadores na altura do inverno.

A ideia é manter a posse do disco e despistar seus adversários usando habilidade, velocidade, manobrabilidade e mantenha respirar. De acordo com Confederação mundial de atividades subaquáticas o hóquei subaquático é um esporte para todas as idades, formas e tamanhos. É um esporte que não causa lesões de correr, parar de repente ou em sua execução, pois você não pode cair.

Saiba mais

email: debritovaladares@gmail.com
youtube: https://www.youtube.com/watch?v=rzFLX6wjgU4
Facebook: Hockeysub Hoqueisub Brasil

Marcelo – 9903-9515

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