Na “marcha da insensatez” - Jornal A Gazeta

Na “marcha da insensatez”

Apesar das advertências dos especialistas, com base em estatísticas, o presidente da República insiste em anunciar e decretar medidas da “marcha da insensatez” que pretende implantar no país – a última delas essas medidas de afrouxamento das leis de trânsito que provocarão mais tragédias ainda com ferimentos e mortes.
Com argumentos simplórios e insanos afeitos à sua índole e insanidade mental, ele alega que esse afrouxamento facilitará a atividade dos motoristas, sem levar em conta que aumentarão ainda mais os índices de mortalidade no trânsito.
Por exemplo, só um débil mental é capaz de desobrigar motoristas de caminhões e ônibus de fazer exames toxicológicos, quando se sabe que esses próprios profissionais só recorrem às diversas drogas porque são obrigados pelas empresas a cumprir horários extorsivos para entregar cargas.
O que se pergunta é até quando poderes como o Judiciário, a começar pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério Público e o Congresso Nacional vão permanecer calados, omissos e coniventes com essas e outras medidas que esse presidente lança quase diariamente, a maioria delas incitando a violência, a criminalidade e outras consequências desastrosas para a sociedade? Até quando?
Enquanto isso, os verdadeiros problemas que afetam a sociedade, como o desemprego e a criminalidade vão se agravando, como mostram os indicadores referentes ao primeiro trimestre deste Governo insano.

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