Não dá mais - Jornal A Gazeta

Não dá mais

Para usar uma expressão popular, fevereiro começou “do jeito que o diabo gosta” com a criminalidade seguindo a trajetória do mês passado, com mais algumas mortes violentas, entre as quais de uma jovem chilena, que foi picada a faca e jogada numa das avenidas mais movimentadas da cidade.

Com o triste recorde de janeiro de 47 homicídios, a maioria perpetrados pelas facções criminosas, entre eles uma chacina e a fuga de detentos do presídio de Oliveira Conde, não dá mais para admitir uma situação dessas. Como já se tem dito, com a população trancafiada em suas casas, a cidade deserta a noite, com medo de ser a próxima ou as próximas vítimas.

Enquanto esse banho de sangue acontece, não adianta as autoridades de Segurança Pública e o próprio govenador tergiversarem sobre números e outros subterfúgios. Não dá mais, chegou ao limite do suportável e é preciso, urgentemente, que se tomem as medidas necessárias de prevenção e combate à criminalidade que, em números proporcionais, como se está divulgando, ultrapassou outras capitais com o triplo de habitantes.

Algumas medidas estão sendo anunciadas, como a instalação de unidades básicas em algumas áreas ou bairros da cidade. É uma boa medida, que já deveria ter sido tomada há mais tempo, que poderá surtir alguns resultados.

Contudo, convém sempre repetir, até que não se convençam que a causa principal é o narcotráfico, que continua entrando às toneladas de drogas pela fronteira, de pouco valem.

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