Não deixe o nível cair – Jornal A Gazeta

Não deixe o nível cair

Começou a campanha eleitoral oficialmente no Brasil. Com isso, infelizmente, abriram-se as portas das baixarias e inimizades, mais especificamente no Acre.

Você, leitor, já teve acesso a notícias falsas ou boatos que tentam manchar o nome de candidato x ou y? Eu já, o tempo todo. Em tempos de fake news, a Justiça Eleitoral está atenta com os que gostam de botar lenha na fogueira. E deve mesmo.

Entrar em um grupo de WhatsApp no meio de uma discussão política é como estar no centro de um tiroteio na Faixa de Gaza.

De repente, o assunto se torna cor de partido, o jeito de falar do outro e até mesmo boatos de possíveis romances fora do casamento. Não perdoam nem os mortos.

É o período de amizades desfeitas, afinal, “se não pensa como eu, não serve para mim”. As ideologias se tornam mais claras e as diferenças surgem como uma rachadura no chão separando mundos.

Assessores descem o nível do discurso, brigam como se suas vidas dependessem daquilo, enquanto que nos bastidores sabemos que quem um dia é adversário, no outro pode ser aliado. Então, para quê se diminuir a esse nível?

 

“Observe os que fogem do debate como o diabo foge da cruz e desconfie”

 

As rasteiras, as casacas viradas, a corrupção e a irresponsabilidade com o que é público fizeram o eleitor desacreditar da política. Uma pena. Afinal, a política é importante para a democracia.

Os últimos quatro anos foram os mais difíceis para o povo brasileiro, pois este viu seu país cair em uma crise profundamente moral e ética. E muito se falou sobre mudança, sobre radicalizar e mudar a cara do legislativo do país.

Todos os discursos sobre melhorar a situação do Brasil nos levaram a esse momento. É chegada a hora de fazer acontecer. O meu, o seu, o nosso voto pode fazer isso.

Contudo, não é baixando o nível do discurso ao defender candidato que o fará vencer. Instigue-o a apresentar propostas que ajudem a reerguer o país, a melhorar o estado.

Observe os que fogem do debate como o diabo foge da cruz e desconfie. Não é do adversário que aquele candidato está fugindo, mas sim de nós, eleitores. É a nós que ele se recusa a responder e esclarecer suas intenções.

 

BRENNA AMÂNCIO Jornalista- e-mail: [email protected]

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