Nutricionistas comemoram lei que inclui educação alimentar no currículo escolar – Jornal A Gazeta

Nutricionistas comemoram lei que inclui educação alimentar no currículo escolar

A educação alimentar e nutricional é uma realidade e passará a integrar currículos das escolas públicas e privadas de todo o país. A lei publicada na quinta-feira, 17, determina o prazo de 180 dias para que seja colocado em prática, ou seja, até meado de novembro.

Segundo o texto, o assunto deverá ser abordado tanto no ensino fundamental quando no médio. Não haverá uma disciplina específica, o tema será debatido durante outras aulas, como as de ciências e biologia.

De acordo com o autor do projeto que deu origem à lei, o deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), a intenção é reduzir a obesidade infantil, além de assegurar informações sobre alimentação saudável aos cidadãos desde a infância.

A novidade agradou a milhares de nutricionistas que compartilharam a notícia nas redes sociais. Para a nutricionista Madeline Guimarães, a educação alimentar é uma das principais medidas de intervenção da epidemia de obesidade que vem crescendo no país.

“É um olhar cuidadoso para esse futuro que causa preocupação e temor. A escola é uma instituição privilegiada que tem no seu dia a dia a oportunidade de ser um espaço genuíno de promoção da saúde, incluído neste campo, hábitos alimentares saudáveis”.

Guimarães ressalta que uma alimentação adequada e equilibrada na infância é fator primordial para um bom desenvolvimento. “Por passarem a maior parte do seu tempo no ambiente escolar, é nesse espaço que começam a formar sua personalidade, seus hábitos alimentares, e a sofrerem influências do meio alimentar, estas que nem sempre são positivas. Uma educação em saúde focada na alimentação evita que nossas crianças e adolescente se tornem marionetes da mídia errônea e do falso prestígio social ao consumir alimentos prejudiciais a saúde. É importante que eles estejam preparadas a agir de forma correta a se depararem com estas situações, e isto se dá por meio da educação nutricional”.

Pesquisas comprovam que existe um risco no mínimo duas vezes maior de obesidade na idade adulta para as crianças obesas em relação às não obesas. “Na prática, uma criança e/ou adolescente que tem hábitos saudáveis direciona uma família inteira para uma vida mais saudável, além de que teremos adultos mais saudáveis e produtivos”.

Por fim, a profissional diz que após os pais e familiares, os professores são os que mais influenciam a criança a adotar e moldar hábitos alimentares que levarão para o resto de sua vida.

“Nem sempre os professores têm o apoio necessário para aprofunda-se em qualidade no tema educação nutricional, o que poderia ser garantido com um acompanhamento de um profissional nutricionista. É necessário então que esses dois profissionais trabalhem juntos. Espero que nesta lei inclua o profissional de nutrição para dá um apoio correto aos professores”.

 

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