Orgulho – Jornal A Gazeta

Orgulho

No dicionário é possível encontrar dois tipos de conceito para a palavra orgulho. A primeira diz o seguinte: sentimento de prazer, de grande satisfação com o próprio valor, com a própria honra. Já a segunda afirma que o orgulho é: sentimento egoísta, admiração pelo próprio mérito, excesso de amor-próprio; arrogância, soberba.
Do primeiro, posso dizer que é essencial para o nosso dia a dia e serve como um gás para buscar novas conquistas. Contudo, é sobre a segunda definição que irei falar.
Nos últimos dias observei situações ao meu redor e percebi o quanto, apesar de tão evoluídos, ainda deixamos o orgulho destruir laços importantes em nossas vidas.
Afinal, quem nunca ficou sem dar o primeiro passo só porque queria que o outro se desculpasse antes?
Eu cresci rodeada de pessoas com um orgulho forte e, talvez por isso, acabei alimentando esse sentimento por muito tempo em mim. Mas, hoje posso dizer que mudei o cardápio.
O orgulho é um prato frio, insosso, mal temperado e de péssima aparência. Você definitivamente não deveria se alimentar dele.
Só nas últimas duas semanas, quase vi um casamento se desfazer por causa desse sentimento. Nem ele e nem ela queriam abrir mão da voz da razão. E, nessa de fazer questão em ser o certo na história, quase destroem uma família.
Amizades também acabam assim. As brigas existem, mas o mais importante é como lidamos com o pós-briga. É aquela: ou escolho ter a razão ou ser feliz.
Quantas boas oportunidades na vida nós já perdemos por conta do orgulho? Quantas vezes já deixamos isso transparecer no nosso ambiente familiar, na escola, faculdade e até mesmo no trabalho?
É preciso ter cuidado para que esse alimento não contamine a nossa alma.
Pessoas são os seres mais complexos que existem no mundo, em minha opinião, e conviver com eles, às vezes, é tenso. É preciso equilíbrio mental para executar tal tarefa. Mas, deixar que esse sentimento egoísta destrua nossas vidas não parece o certo.
Eu troquei o cardápio faz um bom tempo e sempre que me pego traindo a dieta e me alimentando do orgulho outra vez, tento me corrigir. É o melhor a se fazer.

 

* Brenna Amâncio é jornalista.
E-mail: brenna.amancio@gmail.com

 

“O orgulho é um prato frio, insosso, mal temperado e de péssima aparência. Você definitivamente não deveria se alimentar dele”

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