Parlamento indeciso – Jornal A Gazeta

Parlamento indeciso

Ontem foi o dia de voltar atrás nas posições de parlamentares tanto em âmbito municipal, quanto na estadual. Na Câmara, o vereador Célio Gadelha anunciou que ia retirar a assinatura do requerimento que solicitava a criação da CPI da Emurb. Ou seja, a comissão caiu, com a desistência de Gadelha. Já na Aleac aconteceu o contrário: o deputado Cadmiel Bomfim mudou de ideia no sentido de assinar a CPI da Energia, o que dá margem para abrir a CPI.

A mudança de ideias e posicionamentos faz parte do processo político. É natural. Imagine só um político, um ser humano, que não possa ter o direito de mudar de opinião.

Contudo, há algo que deve ser observado nestas duas situações: elas passam certa dose de volatilidade, em meio a um cenário político de mudanças, no qual a instabilidade não colabora.

O Acre, assim como o Brasil, está num cenário político conturbado e de adaptação. Até ano passado, a conjuntura política era uma, nesse ano é outra. Ideias e ideologias mudaram. Pelo visto, os parlamentares estaduais e até municipais demonstram, com essas súbitas mudanças de postura, que também estão sendo afetados pela situação de momento.

Precisam se resolver, terem suas posições e ideais mais claros, mais lineares e independentes. Os tempos exigem isso. Caso contrário, o povo não vai extrair confiança de seus mandatos. Fazer política não pode se confundir com o incentivo a cenários de instabilidade.

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