PMs acusados de matar técnico por espancamento são ouvidos em Capixaba – Jornal A Gazeta

PMs acusados de matar técnico por espancamento são ouvidos em Capixaba

Lideranças comunitárias, moradores e amigos do técnico em radiologia Magdiel Wellington Chaves Victuri, assassinado por policiais militares em Capixaba, no último dia 21 de abril, foram para a porta do Fórum local para pedir a condenação dos quatro réus.

Victuri era técnico em radiologia no município, localizado a 80 quilômetros de Rio Branco, e foi morto por espancamento por uma equipe da PM local, segundo o inquérito policial, porque se recusou a parar seu carro, um Gol, enquanto dirigia em alta velocidade pelas ruas do município.

Ao ser perseguido pelos policiais até sua casa, foi pego e espancado a chutes e pontapés, depois de ter dado ré no carro, dentro da garagem, e colidido contra a picape da PM.

Acredita-se que sua morte se deveu à forma brusca como bateu sua cabeça na carroceria da caminhonete da polícia, depois de ter sido esmurrado e jogado pelos policiais.

Ontem, na audiência de instrução, oito testemunhas de acusação prestaram depoimentos à juíza Ivete Tabaliba, da Comarca de Capixaba.

Um dos policiais acusados tem apenas um ano e treze meses de função e estaria ainda no estágio probatório. Outro, um sargento, tem 24 anos de serviços.

“Eles usaram de truculência e o primeiro feito da condenação é perder a farda, porque o que fizeram se trata de algo que o comando da Polícia Militar nunca aceitou”, afirma Roberto Barreto de Almeida, um dos três advogados da família.

Os quatro estão presos desde o crime, no quartel geral da Polícia Militar, em Rio Branco, e também foram ouvidos ontem.

De acordo com o advogado Renato Lopes Cruz, também assistente de acusação, paralela a ação criminal, a banca estará ingressando com uma ação indenizatória contra o Estado.

“A vítima tinha passado em dois concursos públicos, era o provedor da casa e é de responsabilidade do Estado assegurar que tenhamos um corpo policial preparado e protetor do cidadão. Nunca o contrário”, frisa Renato Cruz.

Empunhando cartazes e gritando palavras de ordem, fami-liares, amigos e lideranças comunitárias estiveram em frente ao Fórum. “Queremos a condenação máxima para eles”, vociferou a viúva, Gerusa Sarkis.

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