Política Local – 08/05/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 08/05/2019

Candidato dos sonhos

Leio que o governador Gladson Cameli (PP) anunciou que o candidato dos sonhos dele à Prefeitura de Rio Branco em 2020 é o vice-governador Major Rocha. E, pelo andar da carruagem, o tucano já aceitou o convite. Embora seja cedo para fazer ilações, a presença de Rocha muda totalmente o cenário da disputa municipal. Não se trata de mais um nome concorrendo à vaga, mas do candidato do governador. Querendo ou não, isso tem um peso enorme.

Tem força

Rocha na disputa coloca em xeque a possível candidatura de Roberto Duarte. Minoru Kinpara, Coronel Ulysses e até mesmo a reeleição da prefeita Socorro Neri. Não que ele seja invencível, mas não se pode negar a força de seu nome – a eleição de sua irmã como deputada federal está aí para provar isso.

Pode ser ruim

Mas também não podemos deixar de analisar que o apoio de Cameli pode acabar sendo um tiro no pé. Vai depender da avaliação popular. No momento, por exemplo, tem muito acreano insatisfeito com o atual governo. Se até a eleição municipal isso persistir, a vitória poderá apenas ocorrer no campo dos sonhos.

Estratégia?

Nos bastidores da política acreana o que se comenta é que esse ‘desejo’ de Cameli em ter o Major Rocha como candidato a prefeitura é estratégia para tirar o tucano do encalço dele. Em alguns aspectos, eles não se entendem de forma nenhuma e isso tem tido consequências na governabilidade.

Novo líder

O primeiro dia do deputado estadual Luiz Tchê (PDT) como líder do governo na Aleac não foi tranquilo quanto se esperava. Além ter os agentes penitenciários na Casa Legislativa protestando contra a possível realização de um concurso provisório, o parlamentar ainda encarou a denúncia do emedebista Roberto Duarte quanto a possível perda por parte do governo de mais de R$ 90 milhões para a manutenção de ramais. Esse valor se trata de uma emenda da bancada federal.

Trâmite

Existe um prazo para a entrega da primeira medição que, segundo Duarte, seria no dia 26 de junho. Mas, ao que parece, até o momento não se sabe nem se houve abertura de licitação. O emedebista foi bem duro na crítica. “Chega de buscar os erros da gestão passada e começar a de fato governar o Estado”.

Calamidade financeira

O deputado Fagner Calegário (PV) disse que já circula rumores de que existe a possibilidade de um decreto de calamidade financeira para, assim, o Estado fazer compras e formalizar contratos sem licitação. Preocupante.  Isso só corrobora a tese de que o atual governo anda meio perdido.

Secretário

O delegado Henrique Maciel é o novo secretário de Polícia Civil. Ele fica no lugar do delegado Rêmulo Diniz, exonerado por Gladson Cameli a pedido do vice-governador Major Rocha.

Ditadura

O deputado estadual Neném Almeida (SD) fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) durante sessão de ontem na Aleac. O parlamentar enfatizou que o presidente está usando de maldade com a população do país e que teme a implantação de nova ditadura no Brasil. “Primeiro ele tira dinheiro dos sindicatos e agora das faculdades públicas federais. Não sei o que esse presidente tem na cabeça. Parece que estamos vivendo uma ditadura”, disse.

Debate

Esse corte de 30% nos recursos das universidades federais também dominou o debate na Câmara de Rio Branco. Os vereadores Eduardo Farias (PCdoB), Railson Correa (Podemos) e Lene Petecão (PSD) mostram-se preocupados como isso pode afetar negativamente a educação no país.

Na contramão

Bolsonaro adota um discurso de crescimento ao Brasil, mas vai totalmente na contramão dessa ideia. Fato que o desenvolvimento de uma nação passar pela área da Educação. Não se faz cortes, se faz investimentos. Se está ruim, a tendência é piorar e como bem destacou o vereador Railson Correa, o reflexo se dará nas penitenciárias.

Dando trabalho

O bloco formado pelos deputados estaduais Gehlen Diniz (PP), Chico Viga (PHS), Neném Almeida (SD) e Whendy Lima (PSL) tem tudo para ser a maior oposição de Gladson Cameli dentro da Aleac, ainda que em tese sejam parlamentares da base.

Exigências

Dizem que o grupo já teria até mandado recado para a Casa Rosada, querem pelo menos 40 CEC´s da nova reforma que chegará a Casa Legislativa nos próximos dias. Da parte do governo, não é negociável.

Pepino

Esse problemão vai cair no colo do novo líder, deputado Luís Tchê. Terá que convencer seus pares a recuar dessa pretensão. Terá que ter jogo de cintura, afinal de contas, a aprovação de projetos do interesse do governo depende disso.

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