Política Local – 09/05/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 09/05/2019

Erro crasso

O governo de Gladson Cameli (PP) tem sido marcado por uma série de atropelos. Na ânsia de acertar, tem cometido erros crassos. É, sem dúvida, uma pessoa bem-intencionada, que tem buscado arrumar a “bagunça” da “casa”, porém, os resultados ainda não condizem com o que a população espera e precisa. Falta-lhe uma espinha dorsal. Um dia nomeia, outro exonera. Essa troca traz instabilidade a uma gestão, pois, sempre está se reiniciando os trabalhos. O pior inimigo do governador continua sendo ele próprio.

Problemas I

O fato é que Cameli ainda não conseguiu alinhar a equipe dele, e a consequência disso é que os resultados não têm aparecido. Na segurança, por exemplo, em que pese a melhoria na elucidação dos crimes, nada mudou no que diz respeito à sensação de segurança tão almejada pela população. Continua o clima de terror.

Problemas II

Na Saúde não é diferente. Muitos são os problemas e eles não amenizaram com a troca de governo. As filas para consultas, cirurgias e exames continuam praticamente em estado de latência. Sem falar a falta de médicos e medicamentos na UPAs.

Sem articulação

O que dizer sobre a articulação política do governo? Não existe. A maior prova disso é o esfacelamento da base governista na Aleac. E muito embora Gladson tenha trocado o líder do governo (Tchê no lugar de Gehlen), pelo andar da carruagem, as derrotas continuarão acontecendo. A exemplo disso, temos a sessão de ontem, ocasião em que o pedetista não conseguiu as treze assinaturas necessárias para desarquivar a indicação do nome de Mayara Cristine Bandeira Lima para a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado.

Isolado

Terminou a sessão e a imagem que se teve foi de um líder isolado. E o mais irônico disso tudo é que, até pouco tempo, o isolado era o progressista Gehlen Diniz. Foi só deixar o cargo que voltou a articular com a base governista.

Briga por cargos

O grande impasse de Cameli na Aleac é a famigerada vontade de seus “aliados” por cargos. E é nesse contexto que entram os blocos governistas. Foram criados para dar governabilidade ao Gladson, porém, o máximo que estão dando é dor de cabeça.

Exemplo

O Bloco Unidos pelo Acre, mais conhecido como Bupac, é um bom exemplo disso. Nos bastidores, o que se comenta é que os parlamentares que compõem o bloco estão querendo pelo menos 40 CEC´s da nova reforma que chegará à Casa Legislativa nos próximos dias. Vão conseguir? Rumores vindos do Palácio de Rio Branco confirmam que não. Mas, vejamos!

Difícil

E numa espécie de Déjà vu, o que vemos é a base governista fazendo o que eles mais combatiam na gestão passada: a briga por cargos.

Certíssimo

E em meio a tudo isso temos o deputado Roberto Duarte (MDB), que tem sido constantemente criticado por ter adotado uma linha independente na Aleac. Em que está errado? Até aqui tem sido um dos poucos parlamentares que não mudou o discurso desde que foi eleito. Nem na época em que foi vereador, nem agora. Tem ganhado a confiança da população por conta disso. Esse vai longe na política.

Apanhou de novo

“Os oposicionistas não cansam de “bater” no governador, e Gladson não cansa de apanhar”. Ouvi essa frase de um colega jornalista. Ele se referia ao discurso do deputado Jenilson Leite (PCdoB) ontem na Aleac. O comunista tem tentado entender como as passagens de avião para Cruzeiro do Sul continuam absurdas se Cameli determinou a redução do ICMS de 25% para 3% no combustível da aviação.

Valor alto

Segundo o parlamentar, no último final de semana, a tarifa chegou aos R$ 2 mil. De fato, se houve a tal redução, onde está o benefício para a população? O maior beneficiado aí foi o dono da empresa aérea que teve redução no tributo e de quebra ainda aumentou o valor da tarifa.

Outro exemplo

No começo da coluna disse que o governo de Gladson tem sido marcado por atropelos. Pois bem, essa questão da redução do ICMS no combustível da aviação é um bom exemplo disso. O decreto do progressista tinha, na verdade, que ter sido um Projeto de Lei encaminhado para a Assembleia Legislativa para a devida apreciação. Não há dúvida que teria sido aprovado pelos parlamentares.

Desabafo

A deputada Antônia Sales (MDB), da base governista, desabafou na tribuna da Aleac essa semana. Ela pediu ao governador para se livrar dos porcos-espinhos existentes em sua gestão. Sales se referia aos petistas presentes na administração estadual.

Xiiii…

O novo presidente da executiva municipal do PSDB, o advogado Mário Paiva, analisou como prematuro o anúncio de Gladson Cameli de que o vice dele, Major Rocha (PSDB), seria o candidato ideal para concorrer à prefeitura de Rio Branco em 2020. Ele defende um diálogo interno para verificar se de fato existe a viabilidade na indicação de Rocha.

Nada confirmado

Embora tenham surgido rumores de que a afirmação de Paiva tenha causado climão dentro do PSDB, não há nada confirmado. E nem deveria ter mesmo. Ainda falta muito tempo até o período eleitoral. Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte. Além de Rocha, existem outros nomes capacitados para assumir o desafio. Cedo demais para se bater o martelo.

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