Política Local – 10/05/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 10/05/2019

Crise braba

O governador Gladson Cameli (PP) confirma que o Acre poderá decretar calamidade financeira caso a reforma da Previdência não seja aprovada no Congresso Nacional. Pelas declarações do progressista à imprensa, o Estado anda na corda bamba. Somente neste mês desembolsou dos cofres públicos mais de R$ 40 milhões para honrar com os custos do Instituto Acreprevidência.

Muito envolvido

O comprometimento de Gladson com relação a essa matéria é tamanho que, inclusive, já teria até garantido ao presidente Jair Bolsonaro que a bancada federal acreana, pelos menos os que apoiam sua gestão, votariam favoráveis. Uma das justificativas apresentadas foi os altos custos com o chamado rombo previdenciário dos servidores e as dívidas herdadas em mais de 20 anos de governos petistas.

Dívidas

O montante das dívidas beira aos R$ 4 bilhões e a luta do governo, segundo o próprio Gladson, é para fazer com que um único banco, talvez o Mundial, compre todas as dívidas em pacote para que o Estado passe a dever a uma única instituição e, assim, possa pagar juros e correções com percentuais menores.

Outras

Não é a primeira vez que o Gladson fala sobre o assunto. Tão logo assumiu o governo, ele ventilou essa possibilidade, porém, logo foi descartada.

Chantagem barata

Para o deputado estadual Daniel Zen (PT), que foi líder do governo na gestão passada, Gladson Cameli faz chantagem barata e terrorismo ao suscitar uma calamidade financeira caso a reforma não seja aprovada.

Falta de ligação

Alguns pontos na afirmação de Zen merecem destaque. O primeiro, a falta de um link entre a reforma da Previdência e a calamidade financeira no Acre. Isso porque o nosso é Regime Próprio de Previdência e a reforma está diretamente ligada com o Regime Geral da Previdência. Portanto, um regime não interfere no outro.

Falácia

O petista enfatiza que as declarações de Gladson “são tão falaciosas quanto a propaganda oficial do Governo Federal de que a reforma da Previdência foi encaminhada ao Congresso para acabar com privilégios. Quem teve a paciência e o cuidado de estudar a proposta sabe que ela mantém intocados os privilégios e prejudica os trabalhadores mais humildes, que ganham de 1 a 5 salários mínimos”, frisa.

Exemplo

Zen cita ainda o exemplo da reforma trabalhista que, diziam, iria gerar empregos e o que aconteceu foi exatamente o contrário do que o Governo Federal propagandeava. “A reforma retirou direitos e não gerou nenhum emprego novo. O Brasil atingiu, no último trimestre, taxa recorde de desemprego dos últimos 30 anos: 13,3 milhões de desempregados, sendo 1,3 milhão só nesse início de governo Bolsonaro”, destacou Zen revelando que o governo de Cameli caminha para mesma direção. “Mais de 1,2 mil pessoas perderam seus empregos neste início de governo Cameli”, disse.

Negado

O prefeito afastado de Senador Guiomard, André Maia, bem que tentou voltar ao cargo, mas não foi dessa vez. O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Acre negou o pedido. Pesa contra André Maia a suspeição de desvio de recursos do município.

Arrochada

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) é mesmo arrochada. Sua participação na audiência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da Câmara Federal, – que contou com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro -, em nada deixou a desejar. Ao contrário, provou mais uma vez o motivo de sua presença em Brasília ser de fundamental importância.

Questionou

Na ocasião, a comunista questionou o ministro sobre as ações a serem desenvolvidas pelo Ministério para a região de fronteira. De extrema importância o questionamento de Perpétua, tendo em vista que há pouco tempo o ministro ordenou o fechamento de postos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Se protegendo

Perpétua acusou ainda o ministro de não ter uma proposta para a Segurança Pública, jogando, dessa forma, a responsabilidade nas costas da população. “Para mim, é muito preocupante que o ministro não tenha dito aqui uma ação para desarmar os bandidos no País”, disse a deputada.

Rumores

Circula nos bastidores que o “tempo de vida” de Paulo Wadt à frente da Secretária da Agricultura encerra na próxima semana. Foi determinado o corte. A possível demissão de Wadt já virou uma novela mexicana. Demite, não demite. Apesar dos fortes rumores, vou adotar a linha São Tomé, só acredito vendo.

Mais rumores

E por falar em exoneração, outra notícia de bastidor é a possível exoneração do chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade. O que dizem é que Ribamar será indicado pelo governador para ocupar o cargo de Conselheiro do TCE após o Antônio Malheiros se aposentar. O que não deve demorar muito.

Dança das cadeiras

Uma vez Trindade no TCE, Cameli convocaria Malheiros a ocupar o cargo de chefe da Casa Civil. Uma grande teoria de conspiração, fato, mas como na política tudo é possível, não me admira muito se nos próximos meses ocorrer as substituições.

Não gostaram

Os deputados estaduais da base governistas precisam chegar a um denominador comum. Criticaram demasiadamente o deputado Gehlen Diniz (PP), enquanto líder do governo. Alguns até declararam que preferiam que Tchê assumisse o cargo. Pois bem! O gaúcho é o novo líder e já tem deputado querendo a cabeça do homem.

Desorganizados

Vai acabar essa legislatura e os deputados não chegarão a um consenso.  O deputado que assumir pode ser exacerbadamente capacitado, mas não é isso que interesse aos colegas, mas sim os cargos que ele tem a oferecer. Pelo menos é isso que circular nos corredores da Aleac.

 

Assuntos desta notícia