Política Local – 14.03.2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 14.03.2019

Querem receber

Os cooperados da Coopserg ocuparam as galerias da Aleac ontem para pedir aos deputados estaduais para mediar uma conversa com o Executivo estadual para a quitação do débito que se arrasta desde o governo do PT. Eles alegam que estão sem receber desde o mês de dezembro do ano passado.

Irregular

No caso da Coopserg, segundo o líder do governo, o repasse nos meses de janeiro e fevereiro só não ocorreu devido à cooperativa estar com a documentação irregular. “Sem as certidões negativas, o ente gestor fica impedido de pagar a empresa”, disse Gehlen Diniz (PP), líder do governador na Casa. “Dinheiro tem”, ele destaca.

Recorrente?

Sobre o atraso no pagamento dos fornecedores, o oposicionista Fagner Calegário (PV) fez questão de frisar que tem sido recorrente no atual governo. Recorrente? Como assim? Gladson assumiu o Executivo estadual pouco mais de 60 dias. Esquece que tem dívida que é desde a gestão anterior.

Teve golpe

Por falar em Calegário, o parlamentar defende a tese de que o Estado está em colapso porque tem sido comandado por um grupo que não passou pelas urnas. Disse na sessão de ontem que se criou um grupo onde todas as decisões precisam passar por ele. Resultado, “um governador que não consegue governar e secretário que não tem autonomia para trabalhar”.

Sim e não!

Concordo, discordando! Não diria falta de autonomia, mas, sim, falta de estrutura. Sem verba não há muito a ser feito. Muitas áreas estão em colapso há bastante tempo. Chegamos a um nível crítico, em que são necessárias medidas drásticas, porém, sem a estrutura adequada não se sai do lugar.

Vai?

E quanto aos secretários, está quase acabando o prazo dado pelo governador Gladson Cameli (PP) para dar andamento aos trabalhos. Pouco foi feito. Será que cumprirá a promessa de dispensar quem não foi produtivo? Vejamos…

Crítico

  1. Lima (PSL) é muito conhecido no meio político por não ter papas na língua. A crítica vai para todos os lados, situação ou oposição. Na sessão de ontem, ele cobrou do governo e prefeitura um plano efetivo de combate à criminalidade no Acre. A lendária frase do Tiririca “pior do que está não fica” não se aplica ao Acre.

Cadê?

  1. Lima cobra aquela promessa de que nos primeiros dez dias da atual gestão a sensação de segurança retornaria ao Acre. Pois bem, cadê? Os índices revelam que a violência continua crescendo e amedrontando cada vez mais a população.

Homicídios

Houve cerca de 60 homicídios no Estado até a data de ontem.

Difícil

Com relação à prefeitura da Capital, o vereador reforçou que o Executivo não tem dado condições de trabalho às polícias Militar e Civil ao deixar as ruas da cidade abandonadas, cheias de buracos e, em alguns casos, intrafegáveis. Fato!

Movimentação

E por falar em buracos, um grupo de taxistas que faz a rota de Rio Branco ao município de Porto Acre, cansado de esperar pelo Poder Público, realizou ontem uma operação tapa buracos na estrada AC-10. Já não suportam mais os prejuízos ocasionados com a manutenção e troca de peças dos veículos. Custearam com recurso próprio. Inaceitável!

Novo julgamento

O vereador Carlos Juruna (PSL), após ter condenação anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), passará por novo julgamento na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), nesta quinta-feira, 14.

Inocente

O advogado de defesa de Juruna, Valdir Perazzo, reforça a inocência do parlamentar e afirmou que a audiência de logo mais será “uma nova oportunidade de mostrar que o vereador não praticou nenhum dos dois crimes”.

Acusações

Juruna é acusado pelos crimes de peculato, tráfico de influência, corrupção ativa, falsificação de documento público e falsidade ideológica, segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), mas só foi julgado por tráfico de influência e corrupção ativa.

Preso

Juruna chegou a ser preso e afastado das funções de vereador, mas depois voltou às atividades legislativas na Câmara Municipal de Rio Branco.

PL

Em Brasília, o senador Marcio Bittar (MDB) recebeu o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge-Ac), Tião Fonseca, que apresentou o Projeto Rio Acre com propostas de soluções para os problemas do manancial e uma hidrelétrica nas proximidades de Boca do Acre. O emedebista frisou que tem buscado junto com toda a bancada condições para que o Governo Federal possa dar uma solução para o problema do Rio Acre.

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