Política Local – 14/05/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 14/05/2019

Exonerado?

“Quem está vazando isso à imprensa esqueceu de combinar comigo”. E assim o governador Gladson Cameli (PP) desmentiu os rumores de que havia exonerado o diretor-presidente do Imac, André Hassem, e o secretário de Agricultura do Estado, Paulo Wadt. De fato existe uma grande pressão para que ambos sejam exilados da equipe governamental, porém, até o momento, prevalece o desejo do progressista. Só não se sabe até quando.

Contrariados

Pesa contra Hassem a ira de alguns deputados estaduais. Inclusive, durante reunião com o governador na última sexta-feira, na Casa Civil, os parlamentares da base, em um só coro, detonaram o gestor. A sorte de Hassem é que sua ‘madrinha’ é forte. Trata-se da deputada federal Vanda Milani, também aliada de Gladson.

Intercedeu

Nos bastidores, o que se comenta é que tão logo soube da exoneração de Hassem, Milani entrou em contato com Cameli e o convenceu do contrário. Houve quem apostasse que o governador não acataria o pedido da deputada. A publicação da exoneração de Hassem no Diário Oficial de ontem era dada como certa. Não foi dessa vez!

Batata assando

André Hassem deve manter os olhos abertos, pois, não está a salvo. Seu nome continua na lista de cortes.

Continua

Quanto a Wadt, a pressão por seu desligamento vem dos pecuaristas. Muito gente irritada com ele por conta de seu discurso de “rondonização” do Acre.

Confia

Cameli não tem se importado com essa cizânia dos pecuaristas e decidiu manter o Wadt no comando da Secretaria de Agricultura. Muito embora nos bastidores circule a informação de que ele também está no olho do furacão.

Escolhido

Fernando Zamora, vice-presidente da Federação da Agricultura do Acre, foi cogitado para assumir a pasta no lugar de Paulo Wadt.

Estranho 

Sabe o que é mais bizarro nessa história de exoneração de Wadt? É que, mesmo tendo sido indicado pelo PSDB, não conta com o apoio do vice-governador Major Rocha. Ou seja, o defensor de Wadt para mantê-lo no cargo é o próprio governador.

Tenso

Tião Bocalom ainda não engoliu a história de ter sido acusado pelo presidente regional do PSL no Acre, Pedro Valério, de adulterar os áudios de uma conversa entre os dois. O assunto será agora tratado na Justiça. Bocalom resolveu entrar com uma ação contra ele.

Piada

Vejamos se nessa semana o Executivo Estadual encaminha à Assembleia Legislativa o ajuste da reforma administrativa. Já têm semanas que Gladson diz que vai mandar o projeto para a Aleac, porém, até o momento nada.

Candidato 

Cresce os rumores de que o ex-deputado estadual Walter Prado irá disputar a prefeitura de Tarauacá.

Bola fora

A vereadora Lene Petecão (PSD) não engoliu os comentários negativos do senador Marcio Bittar (MDB) com relação à educação no país e à localização geográfica do Acre. O emedebista deu bola fora. Disse que o “Acre é longínquo” e que a “educação no Brasil é uma balbúrdia”. Lene repudiou a fala do senador. “É triste saber que um senador tenha uma postura dessas. Eu não concordo com isso. Não cabe um discurso desses. Eu não acho que moro distante, pelo contrário”, repudiou Lene. Na verdade, dependendo do olhar, o Acre pode ser o começo e não o fim.

Surpreso

O senador Sérgio Petecão (PSD) mostrou-se surpreso pelo fato do Acre não constar na lista de ajuda financeira do Governo Federal. Devido ao fato de a situação financeira do Estado ser bastante delicada, o senador frisou que irá reunir a bancada federal para, posteriormente, pressionar o presidente Jair Bolsonaro a prestar o devido socorro ao Acre.

Ingratidão 

Levando em conta a quantidade de votos que teve aqui no Estado, não era para Bolsonaro ter passado por cima do Acre. Ingratidão tem nome e sobrenome.

Vai pressionar

Quem deve também encostar o presidente na parede é o governador Gladson Cameli (PP). Já sinalizou que durante agenda nos Estados Unidos ao lado de Bolsonaro irá abordar assuntos de interesse do Acre. Oportunidade para pleitear a entrada do Acre nessa lista tão disputada.

Puro sangue

Circula nos bastidores a informação de que o PT pretende disputar a prefeitura de Rio Branco em 2020 com uma chapa “puro sangue”.

Vai ter trabalho

Caso o vice-governador Major Rocha (PSDB) aceite o desafio de concorrer à vaga, será bastante difícil o PT levar essa.

Preparado 

Desde que surgiram os rumores de que o PT tem a pretensão de entrar na disputa pela prefeitura da Capital, o nome do deputado estadual Daniel Zen (PT) tem sido bastante sondado. Seria uma boa escolha do partido. Zen é um cara preparado.

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