Política Local – 14/08/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 14/08/2019

Sem papas na língua

O deputado José Bestene não poupou críticas à secretária Mônica Machado, que comanda a Saúde Pública do Acre. Bestene se disse chateado com as atitudes de Mônica Feres ao transferir médicos ortopedistas e anestesistas da Fundação Hospitalar para o Pronto Socorro.

Parasitas

Bestene disse que alguns servidores comissionados são verdadeiros “parasitas”. Ou seja, “ganham sem dar um prego numa barra de sabão”. Chateado, o Bestene! Mas, a chateação ficou maior com a devolução de duas das suas indicações para a Saúde. Mônica Machado mandou devolver os dois servidores à Casa Civil.

Amor eterno

Quem ouviu o deputado José Bestene falando pensou que estava ouvindo Roberto Carlos. A fala dele se confunde com a canção “Ninguém vai tirar você de mim”. O sentimento por Cameli é semelhante: “eu deixei bem claro aqui que ninguém vai conseguir nos separar”.

Amor e ódio

Certamente, Bestene ainda não digeriu a saída do sobrinho, Alysson Bestene, do comando da Saúde. E o que é mais grave, a saída dele foi em meio à pressão do tal cartel. O governador Gladson Cameli deixou tudo suspenso no ar ao não apontar os envolvidos ou pedir uma célere investigação. De certo modo, Alysson pagou uma conta sem dever um real no cartório, como se diz nessas terras.

Lamentável

A Coluna se solidariza com os familiares das estudantes, vítimas da tragédia na BR-364, na última segunda-feira, 12. Que o bom Deus possa consolar os corações e principalmente aliviar a dor dos pais da estudante Kelly Pereira da Silva, de 15 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Empatia

Vão dizer que “não fez mais que obrigação”. Mas, deste colunista aqui, direi diferente. Se era obrigação, como de fato era, o governador Gladson Cameli marcou um ponto positivo na sua trajetória humana e política. Agiu como um grande líder ao se dirigir ao Colégio Acreano e tentar amenizar a dor dos pais e professores e acima de tudo, resolver o problema que estava à sua frente. Empatia é o nome.

Reforço

Nessa quizila toda envolvendo a secretária de Estado de Saúde, Mônica Machado, e o deputado José Bestene, o deputado progressista contou com o apoio do deputado Jenilson Leite (PSB). “Acerca de quem o governador deveria olhar politicamente, acho que deveria olhar para o deputado José Bestene, porque foi quem ajudou a eleger o governador”.

Bom para o Dória!

Aquilo que a Coluna tinha falado, o deputado Roberto Duarte (MDB) compartilha do mesmo pensamento sobre a compra dos 110 veículos para a Segurança Pública. Ao comprar em São Paulo, o governo deixou de investir no empresariado acreano e deixar os impostos no Estado. Seis por meia dúzia, como diz minha avó.

Sem entender

O líder do governo, deputado Luís Tchê (PDT), sempre bem intencionado, bem que tentou defender o governo, mas não convenceu o empresariado, certamente. Até ele sabe que a compra fora do Estado vai gerar emprego lá e não aqui. Enquanto isso, o empresariado acreano conta carneirinhos no céu enfumaçado do Acre.

 Manifestações

O corte de recursos da Educação pelo governo Bolsonaro levou milhares de estudantes às ruas ontem, 13, de mais de 170 cidades em todo o País. Em Rio Branco, o ato aconteceu na Praça da Revolução, parte central da capital acreana. Instituto Federal do Acre e Universidade Federal do Acre temem fechar as portas caso o governo não reveja a medida.

Expulsão

A direção nacional do PSL decidiu expulsar o deputado federal Alexandre Frota. O parlamentar tem feito duras críticas à gestão do presidente Jair Bolsonaro e à postura adotada por deputados do PSL na Câmara. Alexandre Frota foi acusado de “infidelidade”.

Investigado

Membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pediram o desarquivamento de uma reclamação disciplinar contra o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Na prática, o caso já está reaberto para reconsideração. Deltan teria, supostamente, trocado mensagens sobre a Operação com o então juiz, Sergio Moro.

Receita

A Receita Federal pode ganhar status de autarquia. Se depender do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, a Receita terá autonomia financeira. O diretor-presidente teria mandato, que passaria, antes, pela aprovação do Senado.

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