Política Local – 16.03.2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 16.03.2019

Inferno astral

Depois de três vereadores terem assinado um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis fraudes em licitações públicas, o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, viu o vice-prefeito ir à Justiça para assumir o cargo. Segundo Augusto Aquino, quando Bené viaja, a cidade fica sem comando. “Ele não me deixa assumir como determina a lei”, disse.

Trocando farpas

Público e notório que os dois não se dão bem. Romperam três meses após a eleição e desde então tem havido uma troca de farpas entre eles.

Fazendo nada

“Em dois anos ele não fez nenhuma obra em Porto Acre. As que ele inaugurou são obras que foram iniciadas ainda na gestão passada, quando o prefeito era o Carlinhos da Saúde”. Principal discurso de Aquino.

Se defendendo

Bené Damasceno, que se encontra em Brasília, rebate as acusações de seu vice e lembra que as ausências no município nunca ultrapassam 15 dias, portanto, conforme a lei, não é obrigado a passar o comando ao vice.

Briga feia

“Infelizmente, eu tive a infelicidade de compor com um cidadão que tem preferido os interesses dele. Eu tenho preferido defender os interesses da coletividade. Eu estou com o coração tranquilo, durmo tranquilo porque tudo que tenho feito é pra que Porto Acre viva dias melhores”, disse Bené Damasceno.

Nada certo

Embora o debate acerca de uma possível terceirização da Saúde tenha voltado à ordem do dia, o líder o governo na Assembleia Legislativa do Acre, deputado Gehlen Diniz (PP) pontua que não há nada concreto ainda.

Caminho inverso I

O primeiro passo, segundo Gehlen, será discutir com a sociedade. Não querem uma onda de protestos conforme ocorreu quando o ex-governador Tião Viana tentou aprovar a mesma matéria na Aleac. Cameli faz o caminho inverso de Viana.

Caminho inverso II

“Temos que avaliar os prós e os contra, ao contrário que o governo do PT fez quando enviou um projeto semelhante. O governo do PT não conversou com ninguém, queria empurrar o projeto garganta abaixo e a Assembleia não aceitou, não aprovamos o projeto naquele momento. Dois deputados da base do governo Tião Viana votaram contra naquela época. Empurrar garganta abaixo não vai”, afirma Diniz.

Greve

Os servidores da Saúde do Acre deliberaram ontem greve geral em todas as unidades de saúde do Acre. Os profissionais iniciam a greve no próximo dia dois de abril, ou seja, a partir desta data, apenas serviços de emergência serão realizamos, e os trabalhadores serão mantidos em 30% do efetivo de pessoal.

Primeira do ano

Esse é o primeiro movimento de greve após o início do governo de Gladson Cameli. Além dos trabalhadores e sindicalistas, também participou da reunião o secretário de Saúde do Acre, Alysson Bestene, que explicou a situação financeira e administrativa do Estado, tentando sensibilizar os trabalhadores.

Motivos

A falta de profissionais e de condições mínimas de trabalho nas unidades de saúde são os principais problemas que levaram à deflagração da greve geral. A expectativa é que a situação piore ainda mais a partir de abril, quando trabalhadores do Pró-Saúde serão demitidos, aumentando, assim, a carga de trabalho dos servidores da ativa.

Revoltados

Circula nos bastidores que a cúpula emedebista ainda está insatisfeita com o vazamento das tratativas do partido com o ex-reitor Minoru Kinpara. O MDB dava como certa a participação de Kinpara na disputa eleitoral de 2020. Se a intenção do “X9” era prejudicar os planos dos emedebistas, se dê por satisfeito.

Resultados

Todo mundo sabe da responsabilidade da antiga gestão no caos que se instalou na Saúde Pública. Mas, com quase cem dias à frente do comando do Estado, o que a população deseja do governador Gladson Cameli e de seu primeiro escalão são resultados.

Trabalhando duro

Alysson Bestene terá muito trabalho para pôr ordem na casa. Boa vontade e disposição ele tem, mas a população quer muito mais que isso.

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