Política Local – 18/09/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 18/09/2019

Grave

A apreensão de medicamentos vencidos no Francisco D’Oliveira Conde pelo Ministério Púbico do Estado (MP-AC) é uma notícia grave. Pelo volume apreendido, a pergunta que se faz é: onde estavam os gestores que não viram esse volume de remédios? Não foram duas caixas, mas sim 40 mil comprimidos e quase mil bolsas de soro fisiológico. A outra pergunta é: qual a justificativa para um volume tão alto de medicamentos?

Fraca        

A nota enviada pelo Iapen-AC tentou justificar o injustificável. Não importa se os medicamentos vencidos estavam no almoxarifado ou em qualquer outro local. O que se questiona não é se estavam sendo distribuídos vencidos, o que seria mais grave ainda. O que se questiona é como grande volume de remédios foi adquirido para deixar vencer depois. Por que antes do vencimento não se fez um termo de doação ou algo assim?

Atuação séria

Conhecendo o trabalho do promotor Tales Tranin, não há o que questionar quanto à apreensão. Sempre pauta sua atuação na temperança, no diálogo. Se chegou a esse ponto, é porque extrapolou o limite do aceitável. Cabe aos gestores se explicarem, se isso já estava na atual gestão, se foi adquirido na gestão anterior…

Apagão

Rio Branco sofreu mais um apagão. A parte central foi a mais atingida. A sessão na Aleac foi suspensa com o blecaute. O deputado Roberto Duarte (MDB) membro titular da CPI da Energisa, questionou os serviços prestados pela distribuidora. Além de eletrodomésticos danificados, as perdas no comércio também são sentidas com os apagões.

Sensação

A sensação que se tem é que quanto maior o calor, mais se prova que temos uma energia fraca. Mais aparelhos ligados, mais queda de energia. Com um calor beirando os 40º graus, os acreanos padecem, principalmente os idosos. A questão energética no Acre ainda precisa passar por debate sério. Não se pode falar em desenvolvimento sem uma base fornecedora de energia autossuficiente.

Muita grana

A viagem do governador Gladson Cameli (PP) e comitiva ao Velho Mundo, ou seja, à Europa, custou caro aos acreanos. Quase R$ 100 mil. Claro que não há nada ilegal no pagamento de diárias. O que poderia ter sido feito era uma agenda mais curta, com menos integrantes na comitiva.

Insegurança

Enquanto isso, a insegurança reina no Acre. Além do saldo de mortes violentas registrado quase todos os dias, os crimes contra o patrimônio seguem acontecendo. Agora, o alvo são os ônibus coletivos. Arrastões e mais arrastões são registrados em Rio Branco. Não já seria hora de integrar o sistema de câmeras destes coletivos às forças de Segurança?

Inteligência

Falando nisso, aquele sistema com câmeras espalhadas em Rio Branco, que auxilia o trabalho das polícias ainda funciona? Era um sistema eficaz no combate aos roubos. Lembro que os resultados eram positivos, logo na implantação do projeto.

Desceu a caneta

O governador Gladson Cameli (PP) desceu a caneta em diversos projetos aprovados pela Aleac e encaminhados para sanção governamental. Um deles, de autoria do deputado Luiz Gonzaga (PSDB), visava punir estudantes que praticassem vandalismo contra o patrimônio público. Não poupou nem mesmo os aliados da sua canetada.

Tiririca da vida

O filho de uma parlamentar do Acre pode se enrolar ainda mais com a Justiça. De acordo com o denunciante que mora em Goiânia, este vendeu um veículo, um Hyuday Azera, mas na hora de receber babau, bacurau, como se diz no bom acreanês. Já se vão 60 dias e o garoto não paga o veículo ao rapaz, que promete denunciá-lo por estelionato.

Vetos

Ontem, 17, na discussão dos vetos na Aleac, o líder do governo, deputado Luís Tchê (PDT) e o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior, se reuniram nos 45 minutos do segundo tempo com a equipe do governador Gladson Cameli (PP) para tratar acerca dos vetos. São vetos tidos como importantes, como os impostos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Eram emendas já discutidas com o governo e do nada houve os vetos, o que irritou os deputados.

 

 

 

 

 

 

 

Assuntos desta notícia