Política Local – 19/09/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 19/09/2019

 Visível

É visível a tensão existente entre os deputados da base governista de Gladson Cameli (PP) com secretários de Estado, mais precisamente os ligados direto ao governador, como é o caso do chefe da Casa Civil, José Ribamar Trindade. As declarações do líder do governo, deputado Luís Tchê, é de descontentamento.

Caminhos

Tchê deixou claro que poderia deixar a liderança, sem problemas, mas que ajudaria a derrubar os vetos. O que é normal essa atitude de um parlamentar, mesmo que seja o líder do governo. Primeiro que vetar algo do parlamentar, é como se o governo não reconhecesse o trabalho deste. Soa quase dessa forma.

O certo

O certo é que Gladson Cameli tem uma base que vota conforme sua convicção. Não é coesa ao governo, o que pode atrapalhar muito o Executivo na tomada de decisões importantes. Uma base alinhada com o governo ajuda em muito, mas desajustada pode ser avassaladora. E a derrubada dos vetos na terça mostrou a força da Aleac.

Sacudida

Deu uma sacudida nos pilares do Palácio Rio Branco, que precisa buscar uma nova estratégia de acalmar os ânimos. Volto a repetir, não é contra a pessoa do governador que há insurgências, mas contra secretários tidos como poderosos dentro da estrutura de governo.

Engodo

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB/AC) disse que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) trabalha contra os passageiros ao defender a permanência do veto do presidente Jair Bolsonaro sobre o texto que proíbe a cobrança do despacho de bagagem. Ou seja, o governo entende que se deve pagar pelo despacho.

Complicado

Nesse sentido, fica complicado para os usuários do transporte aéreo. Além do alto preço das passagens, ainda tem que pagar pelo despacho de bagagens. A situação preocupa. É importante que os deputados do Acre derrubem o veto presidencial.

Insegurança

Em reunião se fala muito, mas também se houve muito. Em um desses encontros em Brasília, um parlamentar do Acre disse que não pode mais ir até a sua fazenda, localizada em Senador Guiomard, tendo em vista a criminalidade que assola a região. É algo urgente a questão da Segurança Pública.

Sem respostas

Não se observa nenhuma ação efetiva no combate à criminalidade na região de fronteira. O Acre ficou fora do projeto piloto encampado pelo ministro Sérgio Moro. Nem a força do senador Sérgio Petecão (PSD/AC), que ocupa o cargo de primeiro-secretário do Senado, conseguiu convencer o Governo Federal, nem tampouco a proximidade do senador Marcio Bittar (MDB/AC) com a família Bolsonaro. Governador Gladson Cameli disse que montaria um Grupamento de Fronteira. Até hoje se espera tal grupamento.

Realidade

Fazendeiros do Alto Acre já pensam em montar, assim como existe no Rio Grande do Sul e Paraná, uma ronda particular de seguranças. Entrou na propriedade sem permissão atira. Vivem amedrontados com a violência contra a vida e o patrimônio. Quem diria que o Acre teria isso?

Sintonia

No governo Gladson Cameli não tem uma dupla que tenha mais sintonia do que o diretor-presidente Carlito Cavalcanti e a diretora-executiva Julie Messias, do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC). Os dois vêm salvando o governo na parte ambiental, fazendo mais que suas atribuições e tentando remendar ‘burradas’ de alguns. Os dois demonstram a importância de se ter um quadro técnico no governo e não apenas político.

Enquanto isso…

Enquanto isso, a situação no Rio de Janeiro não é das melhores. O PSL anunciou a sua saída da base de apoio ao governador Wilson Witzel. São 12 deputados, a maior bancada. No Acre, o PSL conta apenas com um deputado, Wendy Lima, que compõe a base de Gladson Cameli na Aleac.

Sem efeito

Mesmo tendo votação expressiva no Acre, Jair Bolsonaro não conseguiu efeito para eleger deputados estaduais, federais e senadores por seu Partido. Isso mostra que o eleitor votou no nome Bolsonaro e não na sigla. Para tanto, que todos os eleitos de outros partidos apoiaram o presidente, confiando nos dividendos eleitorais que isso traria para cada um.

Bolsonaro cancela agenda no Acre

A visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Acre nesta quinta-feira, 19, foi cancelada. No final do mês passado, o governador Gladson Cameli havia confirmado a vinda dele ao Estado. Na ocasião, ele mostraria ao presidente a obra da ponte sobre o Rio Madeira, em Rondônia, e o levaria a Cruzeiro do Sul. Na ocasião, Bolsonaro assinaria acordos bilaterais nas áreas de segurança e comércio com o presidente do Peru, Martín Vizcarra. No entanto, devido à recuperação de cirurgia para correção de uma hérnia, o presidente da República deverá evitar esforços e viagens mais longas.

DESTAQUE DA CAPA

Sem respostas

Não se observa nenhuma ação efetiva no combate à criminalidade na região de fronteira. O Acre ficou fora do projeto piloto encampado pelo ministro Sérgio Moro. Nem a força do senador Sérgio Petecão (PSD/AC), que ocupa o cargo de primeiro-secretário do Senado, conseguiu convencer o governo federal, nem tampouco a proximidade do senador Marcio Bittar (MDB/AC) com a família Bolsonaro. Governador Gladson Cameli disse que montaria um Grupamento de Fronteira. Até hoje se espera tal grupamento.

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