Política Local – 25/04/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 25/04/2019

Dor de cabeça

A exoneração do democrata Raphael Bastos, da Secretaria de Planejamento, pode acabar gerando uma dor de cabeça além da esperada. O DEM já sinalizou que não irá aceitar com tanta facilidade a determinação de Gladson Cameli (PP). A tendência é deixar a aliança firmada com o progressista. Pelo menos foi isso que afirmou o secretário-geral do partido, Paulo Ximenes.

Entendimento

O presidente da legenda, deputado federal Alan Rick, foi mais diplomático, embora também esteja ‘revoltado’. Em entrevista a site local, ele disse que iria primeiro ouvir a justificativa de Cameli para depois tomar uma decisão. Disse ainda que vai levar o assunto para a executiva nacional.

Decidido

Em conversa com um dirigente democrata, o que soube foi que essa questão já está decidida. O DEM está fora da base governista. O anúncio oficial deve ocorrer na próxima sexta-feira.

Corte-lhe a cabeça

Nos bastidores, o que se comenta é que a exoneração de Bastos ocorreu a pedido do Conselheiro do Tribunal de Contas do Acre, Antônio Malheiro. Este teria ido a Manaus antes dos primeiros 90 dias de governo e pedido “a cabeça” do apadrinhado de Alan Rick a Eládio, pai do governador.

Fora da lista

Ao que parece, Raphael era o único dos “supersecretários” de Gladson que não havia sido escolhido pelo “poderoso” Conselheiro do TCE.

Tem lógica

Rumor ou não, o fato é que Paulo Ximenes, em conversa com a imprensa, chegou a citar que o DEM não se curvaria ao TCE. Dando a entender que tinha, sim, o dedo do conselheiro na exoneração do apadrinhado de Alan Rick. Exatamente por isso a legenda decidiu romper com o progressista. Conjecturas e mais conjecturas.

Não manda

Os últimos acontecimentos só fortaleceram a tese de que Cameli tem o mandato, mas não é ele quem de fato manda. Um verdadeiro balaio de gato esse novo governo.

Interina

Caberá à secretária de Gestão Administrativa, a engenheira civil Maria Alice, responder pela pasta. Ela é suplente do senador Sérgio Petecão, e funcionária de carreira da Caixa Econômica Federal. É considerada umas das gestoras mais influentes dentro do governo de Cameli.

Retratação

A deputada estadual Antônia Sales (MDB) quer que o deputado Fagner Calegário (PV) se retrate quanto à afirmação de que alguns colegas supostamente teriam recebido propina para retirar seus nomes da CPI da Energisa. Justa a reivindicação!

Quer nomes

Além da retratação, Calegário deveria também divulgar os nomes de quem recebeu a grana. A fala dele acabou por colocar todos os deputados em suspeição.

Retirou o nome

E por falar em Antonia Sales, a emedebista retirou o nome do requerimento que pedia a instalação da CPI. E antes que fosse acusada de receber propina, fez questão de frisar que tomou a decisão por entender que cabe à Agência Reguladora de Energia Elétrica (Aneel) investigar os valores cobrados pela Energisa.

Conselho de ética

O líder do governo, deputado Gehlen Diniz (PP), cobra um posicionamento da mesa diretora. “Não falo em cassação, mas no mínimo, tem que levar uma reprimenda”.

Ausente

Calegário mais uma vez não esteve presente na sessão, já que participa em Manaus do Fórum Regional das Empresas de Asseio e Conservação da Região Norte.

Nota

Em nota, o parlamentar afirmou que em seu pronunciamento não mencionou qualquer expressão que atente ao decoro parlamentar. Disse também que em nenhum momento citou a palavra propina, como pode ser verificado nas notas taquigráficas da casa. Por fim, explicou que tem a consciência tranquila e que se coloca à disposição para outros esclarecimentos.

Membros da CPI

Os sete deputados, entre titulares e suplentes, que irão compor a CPI já foram escolhidos. Por enquanto, as definições da indicação dos sete titulares são as seguintes: Jenilson leite (PC do B), Chico Viga (bloco PHS e PSL, o Bupac), Daniel Zen (PT), Luiz Tchê (PDT), José Bestene (PP). Roberto Duarte (MDB) e Cadimiel Bonfim (PSDB).

Presidente

Do grupo, há pelo menos dois candidatos à presidência: Roberto Duarte e Luiz Tchê. Os deputados que integram a bancada governista não abrem mão de indicarem, além do presidente, o relator. A oposição quer um dos cargos.

Sem destaque

Com todos os olhos voltados para a exoneração de Raphael Bastos e as ameaças do DEM de deixar a aliança com o atual governo, a CPI da Energia acabou sendo instalada sem grandes destaques.

Inconstitucional I

O Pleno do TJ/AC declarou inconstitucional a lei estadual, de autoria do então deputado Raimundinho da Saúde, que tentava impedir a demissão dos servidores do Pró-Saúde com a mudança da natureza jurídica. Deixaria de ser parestatal privada para autarquia estadual.

Inconstitucional II

O ‘X’ da questão é que a medida traria despesas ao erário público, iniciativa que só pode ser tomada pelo governador do Estado, e não do parlamento. Dessa forma, os desembargadores acabaram atendendo ao pleito da PGE e declararam a inconstitucionalidade da matéria.

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