Política Local – 26/11/2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 26/11/2019

Indisposição

O governador Gladson Cameli (Progressistas) cancelou a extensa agenda que faria no Alto Acre ontem, 25. Gladson se sentiu mal em seu apartamento em Rio Branco. No último sábado, Cameli comemorou a vitória do Flamengo contra o River Plate pela Libertadores da América, em carreata pelas ruas de Rio Branco. Faz parte da vida, estamos propensos a nos sentirmos indispostos. A Coluna deseja melhoras ao governador.

Desmatamento

Mas, como nem tudo são flores, Gladson Cameli voltou a aparecer no cenário nacional como um incentivador do agronegócio e, consequentemente, ter o nome associado ao desmatamento no Acre, que este ano teve aumento de 55% com relação ao ano anterior. Cameli saiu em uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A frase dele ordenando produtores que não pagassem multas do Imac foi reproduzida.

Incansável

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB/AC) é incansável na luta em defesa dos soldados da borracha. Quem não lembra a luta travada por ela para aprovação de uma PEC para que os soldados da borracha recebessem uma indenização de R$ 50 mil? Não conseguiu os R$ 50 mil, mas trouxe R$ 25 mil para cada um deles e seus dependentes. Agora, ela quer possibilitar que eles recebam o 13º salário. Mais uma luta a ser travada.

Dia longo

O dia hoje promete ser longo. Os debates vão se afunilando nesta reta final em torno da Previdência estadual. A reforma deve ser votada hoje pelos parlamentares. Certamente, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) vai apresentar questão de ordem para que a votação aconteça na última sessão deliberativa. Quer mais tempo para esmiuçar o projeto. Apesar de todo esforço, o tempo foi curto. É preciso desidratar, deixar mais justa e humana a reforma.

Tempo vai fechar

O tempo vai fechar para o Governo do Estado. Há a perspectiva de uma greve geral na Educação, caso a reforma seja votada hoje. O governo diz que o tempo foi suficiente e a retirada de pontos como a sexta parte, Lei Naluh, auxílio funeral, licença prêmio foram realizadas. Nesse sentido, a situação acredita que o texto pode sim ir ao plenário.

Palavra final

Com a palavra final, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior. Cabe a ele manter ou retirar da ordem do dia. A pressão sobre ele será grande dos servidores. Pode arcar com o ônus sozinho se colocar em apreciação, contra a vontade popular. Ainda não há o consenso, mesmo que mínimo. Entre o governo e os servidores, Nicolau terá que verificar qual pesa para um futuro político próximo.

Mencionar

Importante mencionar que quando o projeto do ex-deputado Raimundinho da Saúde foi à votação para tentar salvar os servidores do Pró-Saúde, o presidente Ney Amorim, ex-PT, não pensou duas vezes e colocou a matéria em votação, mesmo contrariando o governador da época, Tião Viana. A situação é semelhante agora, só que ao inverso. Ao invés de colocar para apreciação, tem que tirar.

Apertando

O presidente Jair Bolsonaro pretende aprovar no Congresso um projeto que cria a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) voltada para o campo. Bolsonaro quer usar a força do estado para garantir a reintegração de posse de áreas rurais. Obstinado em ferir qualquer célula ligada ao PT, Bolsonaro que usar por meio de um disposição legal, mas não racional, a retirada de trabalhadores sem-terra. Tudo em nome da guerra partidária.

Razoável

Não seria mais razoável e racional fortalecer a reforma agrária no País? Garantir condições aos assentados, que promover a retirada de brasileiros pobres dessas áreas, que, na grande maioria, foram adquiridas de forma duvidosa? O Ministério do Desenvolvimento Agrário nunca era para ter deixado de existir, ser anexado a outro Ministério. O Ministério da Agricultura cuida das grandes produções, o Desenvolvimento Agrário dos pequenos, da agricultura familiar, da regularização fundiária.

Assuntos desta notícia