Política Local – 27.03.2019 – Jornal A Gazeta

Política Local – 27.03.2019

Urgente

Um grupo de pais das meninas que passaram a ter problemas de saúde após a vacina do HPV voltou a protestar na Aleac ontem. Enquanto os deputados estaduais debatiam o caso, uma delas passou mal. É revoltante presenciar essas mães gritando por socorro dia após dia e não ver nenhuma reação do poder público.

Polêmico

O vereador N. Lima (PSL), conhecido por suas declarações polêmicas, voltou a chamar a atenção ontem durante discurso na tribuna da Câmara de Vereadores. Em resposta às declarações do vereador Rodrigo Forneck (PT) de que o presidente Bolsonaro havia dado a orientação para que nos quartéis se comemore o golpe militar de 1964, o oposicionista afirmou que “para os petistas, o ex-presidente Lula é a única virgem do puteiro”.

Esclarecimentos

Forneck acredita que a determinação de Bolsonaro tem como objetivo “desconstruir o Estado brasileiro”, tirando o foco dos graves erros cometidos pelo seu governo. Irado com a fala do petista, N. Lima rebateu dizendo que, “todos os ex-presidentes cometeram erros, mas, para o PT, Lula é o único inocente no mar de lama investigado pela Polícia Federal”.

Não teve golpe

E para irritar ainda mais o petista, N. Lima repetiu o que afirma Bolsonaro de que “não houve golpe militar, mas um processo revolucionário apoiado pela sociedade brasileira à época para impedir que o Brasil virasse de vez um país comunista como queria a esquerda”.

Encerrou o debate

A discussão só não ganhou novos desdobramentos porque a vereadora Lene Petecão (PSD), presidente em exercício na Câmara, suspendeu a sessão. Optou por receber um grupo de mototaxistas do que alimentar a “discórdia” no plenário.

No PSD

O deputado estadual Fagner Calegário (PV) não descarta a possibilidade de se filiar ao PSD, do senador Sérgio Petecão. Já existe uma conversa em andamento.

Na base

As chances de Calegário integrar a base de Gladson Cameli (PP) na Aleac crescem a cada dia.

Fôlego

A ida de Calegário ao PSD será muito importante para o partido, tendo em vista que a sigla não possui representantes no parlamento estadual. Jairo Carvalho não conseguiu reeleger-se.

Antecipa

O vereador Eduardo Farias (PCdoB) fez uma fala importante ontem no parlamento municipal. Diante dos nove casos confirmados do vírus H1N1 em Rio Branco, o parlamentar sugere que o Governo do Estado solicite ao Ministério da Saúde que antecipe a campanha de vacinação contra a doença.

Medo

O receio de Farias é que venha ocorrer algum óbito, conforme já aconteceu no estado do Amazonas, onde já foram registradas 31 mortes, sendo 24 apenas em Manaus.

Pediu

A prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), já tomou a inciativa. Foi até Brasília verificar a possibilidade de iniciar a imunização cinco dias antes. Importante decisão tendo em vista que fora os casos confirmados, ainda existem outros 40 estão sob investigação.

Extinção

O governador Gladson Cameli (PP) estuda a possibilidade de extinguir o Grupo Permanente de Planejamento Estratégico do Governo do Acre (GPPE), mais conhecido como os “Notáveis”.

Entrave

O grupo tem sido apontado como um dos entraves para que o governo de Cameli comece a deslanchar, por conta da burocracia em demasia e a questão orçamentária.

Em análise

Segundo a nova “porta-voz” do governo, Mirla Miranda, o governador sinalizou, mas não confirma se Gladson já bateu o martelo em relação ao fim do grupo.

Questionou

O deputado estadual Fagner Calegário (PV), tão logo soube da possibilidade de se extinguir o GPPE, questionou. “A preocupação paira na seguinte forma: será que é uma tentativa de boicotar a vinda dos secretários para debater na Aleac?”.

Estranho

Calegário achou estranha a possibilidade ter sido suscitada logo após a aprovação do requerimento de autoria dele, na qual convida os secretários que integram o grupo a irem à Aleac prestar esclarecimentos acerca das atividades desenvolvidas no GPPE e como serão desenvolvidas.

Estratégia?

“A extinção do grupo pode, sim, ser uma estratégia do governo de evitar que secretários não compareçam à Aleac para debater os problemas da gestão”, disse Calegário.

Revoltados

Os mototaxistas reclamam que a renovação da permissão está condicionada à aquisição de um mototaxímetro que, segundo eles, é de valor alto e controlado por uma única empresa em uma espécie de monopólio. Pediram ajuda dos vereadores para resolver a questão.

Não tem como

Não há muito a ser feito pelo parlamento municipal. Os vereadores possuem boa vontade em ajudar, mas não podem interferir na iniciativa privada.

Preocupados

O ideal seria que fosse viabilizado o aplicativo para a classe. Ainda assim, o assunto não seria resolvido com a rapidez que a categoria deseja. Muitos deles já estão preocupados em terem a motos apreendidas por estarem trabalhando sem a devida renovação.

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