Por uma eleição limpa! – Jornal A Gazeta

Por uma eleição limpa!

Com o país mergulhado numa crise política, econômica, ética e de representatividade, a população tem exigido cada vez mais que os postulantes a cargos políticos tenham uma vida minimamente correta, com competência técnica, capacidade de governança, de liderança, muita vontade de trabalhar, mas também que seja sério e honestono trato com a coisa pública, em suas decisões e isso começa pelo voto.
Estamos no período eleitoral e no próximo mês de outubro vamos decidir quem será o governador do nosso Estado, o presidente do nosso País,os ocupantes das cadeiras naAssembleia Legislativa e no Congresso Nacional – deputados federais e senadores -para os próximos anos ese queremos exigir políticos com ficha limpa, é preciso que o voto também seja limpo.
Todos somos livres para expressarmos nossas preferências nas ruas, nas redes sociais e especialmente nas urnas. É oportunidade ímpar para exercermos a democracia eprecisamos fazer isso de consciência tranquila e com as mãos limpas, respeitando a legislação. É ao que conclamo cada cidadão, cada cidadã.
Em primeiro lugar, precisamos focar nossas intenções na eleição de pessoas vocacionadas para a gestão da coisa pública, pessoas de bem, comprometidas com os valores da democracia e dos direitos humanos, pessoas capazes de encaminhar o debate em torno das políticas públicas, que irão promover o nosso desenvolvimento social e econômico, com a inclusão de todos numa sociedade com bem-estar social.
Chegou o momento de dizer não a certos tipos de políticos oportunistas, despreparados do ponto de vista da justiça social e de gestão, desprovidos dos valores éticos e morais, cuja conduta estáfocada apenas no poder e nos benefícios que pode obter para si para os seus.
Não podemos mais nos deixar levar por discursos fáceis e eleitoreiros ou por promessas irrealizáveis. Precisamos eleger pessoas que tenham história pessoal, que tenham provado sua capacidade de trabalho ao longo da vida, que tenham fortes vínculos com a comunidade, que professem e pratiquem os valores da cidadania, da justiça, da paz e do bem coletivo.
O Brasil de hoje não aguenta mais políticos com a mentalidade do século passado.Precisamos superar velhas práticas políticas que não fazem mais sentido em uma sociedade com o nível de informação da nossa. Uma destas práticas é o chamado “toma lá da cá”, o uso do poder, seja ele econômico ou político, para constranger o eleitor a votar em determinado candidato. Ninguém precisa sucumbir a chantagens oupressões quaisquer, uma vez que sendo secreto, o voto é livre. É instrumento individual de livre expressão. Silenciosa e verdadeira, mas de um poder tremendo,.
Precisamos garantir eleições limpas, relegando ao lixo as velhas práticas que tanto mal nos causaram. Não podemos mais tolerar o clientelismo, a compra de votos, a troca de favores, aquela pequena corrupção que, no final das contas, é a mãe de todas as corrupções.
Só teremos eleições limpas se cada um fizer a sua parte.
Não tem melhor fiscal da legislação eleitoral que o próprio cidadão, e devemos todos cumprir com nosso dever cívico de denunciar às autoridades qualquer tentativa de burlar as regras, como a compra de votos, a coerção e outras tantas práticas que contrariam a legislação vigente.
Precisamos aproveitar a chance de ouro que novamente a eleição nos dá para melhorar o padrão da representação política do povo brasileiro, dando nas urnas as respostas que queremos para o nosso estado e nosso País.
A sociedade brasileira espera e com toda razão que os candidatos façam uma campanha limpa e com qualidade, sem insultos e provocações pessoais, focados apenas no debate das propostas e compromissos com o desenvolvimento e o bem-estar da população.
Que o tempo de campanha seja otimizado e utilizado de forma inteligente e principalmente, com conduta ética.
Que tenhamos uma campanha com propostas, uma campanha de respeito ao adversário e, principalmente, uma campanha em que se conquiste o voto através do diálogo, através da conversa, do olho no olho, da apresentação de propostas que sejam exequíveis e que possam proporcionar qualidade de vida para cada acreano!
Que seja uma campanha limpa e que a população tenha a sabedoria necessária de discernir e escolher com sabedoria.

 

*Raimundo Angelim é professor da Ufac, economista, ex-prefeito de Rio Branco e deputado federal (PT-AC).
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