Portão central do Pronto Socorro de Rio Branco é fechado – Jornal A Gazeta

Portão central do Pronto Socorro de Rio Branco é fechado

No segundo dia de greve, os servidores da Saúde estão em protesto em frente ao Pronto Socorro de Rio Branco. Com faixas, os trabalhadores estão reivindicam os seus direitos desde às 8h30 desta terça-feira (11).

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sinteac) informou que os atendimentos estão reduzidos em 40% e apenas as urgências e emergências estão sendo atendidas. O presidente do Sinteac, Adailton Cruz, disse que dentre as reivindicações, a categoria pede melhores condições de trabalho e maior efetivo no quadro de servidores.

A diretoria do Pronto Socorro garantiu que as cirurgias continuam ocorrendo normalmente. O atendimento de ambulatório, serviço de triagem, que são as maiores demandas, não estão sendo realizados.

Por meio de nota, o governo do Acre disse que “O governador Gladson Cameli tem se pautado pelos diálogos constantes e a valorização dos servidores públicos, inclusive pagando dívidas com o funcionalismo público herdadas da gestão anterior, sempre se colocando à disposição para uma relação de respeito e compromisso contínuo entre a administração estadual e as categorias profissionais.

A nota diz ainda que o “Governo do Estado do Acre continuará trabalhando para cumprir o propósito de alcançar melhorias para população na saúde pública, garantindo dignidade, respeito e compromisso com a sociedade acreana”.

Os manifestantes vão se dirigir para a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) ainda na manhã desta terça e depois pretendem ir para a sede da Sesacre, no Centro de Rio Branco.

Augusto Aiache, do Sindicato do Samu, disse que o movimento continua e que a categoria está apenas lutando pelos seus direitos e pelo que foi prometido pelo governo durante a campanha.

“O governo prometeu dar prioridade à saúde, o que nós vimos é que professores foram chamados, PMs foram chamados, eles deram 100% de reajuste para os médicos e quando chega na hora da saúde não deram prioridade, é impossível a gente trabalhar do jeito que está”, afirmou.

O sindicalista disse ainda que a categoria vai se reunir com o governo para tentar chegar em um acordo.

“Hoje [quarta, 11] às 15 horas, a gente tem uma conversa com a secretária de saúde e com o vice-governador. Mas, o movimento continua em todos os municípios e essa greve só vai crescer se a gente não tiver nenhum acordo”, complementou.

FOTO/G1-ACRE/Alcinete Gadelha
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